Sem Cleitinho, Republicanos corre risco de esvaziar chapa em Minas
A decisão oficial do Republicanos, anunciada nesta quarta-feira (29), de não lançar o senador Cleitinho Azevedo como candidato ao governo de Minas Gerais, pode ter efeitos que vão além da disputa ao Palácio Tiradentes. Segundo apurou a Jovem Pan com fontes próximas a Cleitinho ouvidas sob reserva, o movimento tende a provocar uma reação em cadeia sobre outras candidaturas da legenda no estado.
De acordo com o relato dessas fontes, a decisão da cúpula partidária não teria sido bem recebida por parte da base que via em Cleitinho a principal força de arrasto de votos para as chapas proporcionais.
Segundo as fontes, Cleitinho teria levado ao Republicanos pelo menos dez nomes para disputar como deputado estadual e deputado federal, indicações que dependiam diretamente de sua candidatura ao governo para consolidar votos de legenda. Com o recuo dele, esses indicados devem desistir das candidaturas, segundo o relato.
Nos bastidores, o nome do próprio irmão de Cleitinho é citado como possível baixa. Ele teria sinalizado que também desiste de concorrer caso o senador fique fora da disputa majoritária.
O cenário de esvaziamento chegaria a atingir o topo da chapa proporcional. Segundo essas fontes próximas a Cleitinho, o esfriamento das candidaturas menores pode fazer com que o próprio presidente estadual do partido, deputado Euclydes Pettersen, hoje licenciado do mandato após ser indiciado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, tenha a candidatura enfraquecida e não consiga alcançar votos suficientes para retornar à Câmara dos Deputados. Nesse cenário, o nome de Eduardo Cunha aparece, na avaliação das fontes, com potencial de superar Euclydes em votos dentro do próprio Republicanos.