Sucessor de Derrite deve ser militar
Para poder se dedicar as eleições de 2026 na concorrência ao Senado ou até mesmo ao Governo do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite deve deixar o posto à frente da SSP no fim deste ano. Com isso, alguns nomes estão sendo cogitados para sucessão ao cargo. De acordo com as fontes ouvidas pela Coluna, os dois possíveis substitutos que mais tem força são do ex-comandante da Polícia Militar, coronel Cássio Araújo de Freitas que deixou o cargo em abril deste ano ou o coronel da reserva da PM, Marcello Streifinger, atual mandatário da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Ambos são homens de confiança de Derrite que desde o início da gestão lutou para gerar mais atribuições e poder a Polícia Militar comprando briga até mesmo com entidades de classe ligadas as Polícias Civil Penal que alegam até mesmo desvio de função.
Como a Coluna apurou, o fato mais recente de atrito foi um Projeto Piloto implementado em caráter experimental na área central da capital paulista que gerou a atribuição da Polícia Militar encaminhar diretamente foragidos da Justiça ao sistema prisional. Mas a proposta é defendida por Derrite justamente para agilizar o processo de desburocratizar esse trâmite.
Nas trocas significativas dos comandos da PM e SAP, a última palavra sempre foi de Guilherme Derrite, mesmo com outros nomes até mais próximos do próprio Governador Tarcísio de Freitas, quem ficou responsável pela definição foi o parlamentar que recentemente se filiou ao PP (Partido Progressista).
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Com o anúncio de que Derrite voltará a Câmara Dos Deputados, o número 2 da pasta, Osvaldo Nico Gonçalves deve continuar no posto, mas não assumirá o comando total. Nico tem a simpatia tanto dos membros da Polícia Civil, já que é delegado de carreira, como também de uma boa parte da Polícia Militar. Mesmo com bom relacionamento com diferentes setores da SSP e até com a simpatia da imprensa, a ideia de Derrite é manter no comando alguém da PM.
Tanto Cássio Araújo de Freitas, como também Marcello Streifinger estão mais alinhados ao pensamento de Derrite. Mas essas possibilidades desses nomes tem gerado preocupação pelos policiais civis. Tanto que a reclamação de diferentes pessoas da PC é a falta de investimentos no setor investigativo com um sucateamento da estrutura.
As dificuldades vão desde viaturas antigas nas ruas a falta de itens básicos nas delegacias como materiais de limpeza. A falta de treinamento com armas de grosso calibre também são queixas frequentes da Civil. O receio é de que a troca de comando, possa gerar ainda mais problemas para o setor responsável por identificar os responsáveis pelos crimes.
Mesmo diante das dificuldades, a Polícia Civil tem conseguido identificar os autores de crimes graves como os recentes latrocínios registrados em São Paulo. Por meio do trabalho de inteligência, os envolvidos nos roubos seguidos de morte quando não foram presos, já estão no sistema como procurados pela Justiça.
A Coluna pediu nota para a SSP e aguarda resposta.
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