EUA sancionam 32 empresas e indivíduos por apoiar rede iraniana de mísseis e drones
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (12) novas sanções contra 32 pessoas e entidades localizadas em Irã, China, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Índia e outros países, acusadas de integrar redes internacionais de aquisição de tecnologia e componentes usados na produção de mísseis balísticos e veículos aéreos não tripulados (UAVs) para o regime iraniano. Segundo o comunicado assinado por Thomas “Tommy” Pigott, porta-voz adjunto principal do Departamento de Estado, as medidas têm como objetivo interromper o fornecimento de materiais estratégicos ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e reforçar as sanções da ONU restabelecidas em 27 de setembro contra o Irã.
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“Essas redes de aquisição representam uma ameaça direta à estabilidade regional e internacional. Continuaremos usando todos os meios disponíveis para expor, interromper e conter a expansão dos programas iranianos de mísseis e drones”, afirma o texto oficial. O governo americano argumenta que a decisão está em conformidade com as resoluções 1737, 1747, 1803 e 1929 do Conselho de Segurança da ONU, que proíbem os Estados-membros de transferirem para o Irã equipamentos, tecnologias ou armamentos relacionados à produção de mísseis balísticos e ao registro de armas convencionais.
A ação também se baseia em dois decretos presidenciais — Executive Order 13382 (voltado a proliferadores de armas de destruição em massa) e Executive Order 13224, que permite sanções a grupos terroristas e seus financiadores. De acordo com o Departamento do Tesouro, a medida visa negar acesso a ativos e recursos utilizados pelo IRGC e outras entidades ligadas à indústria militar iraniana. O governo de Donald Trump considera o pacote parte da National Security Presidential Memorandum-2, que orienta políticas para conter o avanço do arsenal iraniano.
As novas sanções buscam congelar bens, bloquear transações financeiras internacionais e impedir exportações estratégicas para empresas e indivíduos envolvidos nos esquemas. O Tesouro americano informou que os nomes dos alvos e seus países de registro estão disponíveis no comunicado publicado em seu site oficial.
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