O caos de Interlagos é bom para o automobilismo
No último final de semana, estive no Autódromo José Carlos Pace para acompanhar o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. Sem entrar nas questões estruturais e organizacionais que deixaram a desejar, falo estritamente do sentimento sobre o que foi esse final de semana de sprint e corrida principal, além dos eventos que aconteceram durante o GP. A sexta-feira, além do clima ajudar bastante, foi um dia em que todos puderam aproveitar o treino livre e a qualificatória para a corrida sprint. Um dia também com menos público, até por se tratar ainda de um dia da semana, muita gente estava trabalhando ou até mesmo chegando a São Paulo, vindo de diversas partes do país ou até mesmo do mundo.
É a partir de sábado que o negócio fica legal. A corrida sprint é um teaser do que vem por aí no dia seguinte. Acho esse formato no campeonato extremamente benéfico para o público que paga caro pelo ingresso. A chuva atrapalhou um pouco, é fato, tanto é que a classificatória e a homenagem a Ayrton Senna foi adiada para o dia da corrida principal. No domingo, um prato cheio. Nem mesmo a chuva (um pouco mais fraca, é fato) atrapalhou o ânimo do público. Muitos madrugaram para pegar o melhor lugar nos setores mais populares. A classificatória foi cheia de emoções, patinadas e batidas como esperado.
Um caos completo desde a sprint, classificação e que foi interrompida por um momento mágico. Quando o inglês Lewis Hamilton entrou na pista de Interlagos com a McLaren MP4/5B utilizada no título de Ayrton em 1990, olhos se encheram de lágrimas que relembram um dos grandes ídolos mundiais que o Brasil já produziu. O barulho inconfundível de quem conhece F1, seja pelos arquivos disponíveis na internet ou tendo o prazer de ter acompanhado ao vivo, impactou os presentes em Interlagos.
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A corrida, cheia de deslizes, trouxe um Verstappen cada vez mais craque e escalando o grid. Decepção aos milhares de argentinos presentes para ver Franco Colapinto em ação quando ele acerta o muro da saída do S do Senna. Um Carlos Sainz cada vez mais dando adeus à Ferrari e uma experiência ímpar aos presentes. Um final de semana caótico, do jeito que o amante de Fórmula 1 no Brasil merece! Por mais e mais Interlagos aos amantes da velocidade.
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