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Patrícia Costa

Shein é multada na Europa por greenwashing

Marca chinesa sofre segunda punição em menos de um mês por enganar consumidores com promessas ambientais e práticas de marketing duvidosas

Patricia Costa

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IMG_8849 Foto/divulgação

A gigante da moda ultra-rápida Shein foi multada nessa segunda-feira pela Itália por promover práticas de greenwashing — quando uma empresa finge ser mais sustentável do que realmente é. A penalidade foi de 1 milhão de euros. Segundo o órgão regulador, a plataforma europeia da Shein divulgava informações imprecisas sobre sustentabilidade em linhas de produtos como “evoluSHEIN by design” e usava slogans e selos ambientais sem explicação clara ou evidência concreta. A estratégia foi considerada enganosa por sugerir práticas ecológicas que não foram comprovadas. Essa é a segunda sanção relevante contra a marca em menos de 30 dias. Em julho, a França já havia multado a empresa em 40 milhões de euros, por veicular descontos falsos e por compromissos ambientais vagos, sem transparência nos dados. A Shein anunciou em anos anteriores que reduziria suas emissões de gases de efeito estufa em 25% até 2030 e que se tornaria neutra em carbono até 2050. Mas os relatórios mais recentes revelam justamente o contrário: suas emissões cresceram nos últimos dois anos, em linha com a expansão global da empresa.

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O modelo de negócios da Shein — baseado em lançamentos diários e preços extremamente baixos — gera preocupações ambientais e sociais. O volume de produção, aliado ao uso intensivo de recursos naturais e denúncias sobre condições de trabalho, faz com que a empresa esteja constantemente na mira das autoridades e da opinião pública. Para os órgãos reguladores europeus, não é aceitável usar marketing verde sem fundamentação técnica ou científica. A autoridade italiana destacou que empresas com grande apelo popular têm responsabilidade proporcional na comunicação com seus consumidores, especialmente em temas sensíveis como sustentabilidade. O caso da Shein é um alerta para o mercado: greenwashing agora custa caro. Além de multas, as marcas arriscam perder credibilidade em um cenário em que consumidores exigem cada vez mais transparência, rastreabilidade e responsabilidade ambiental real.

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