Ex-lateral direito Jorginho admite que pode ter se contundido na final da Copa de 1994 por ‘falta de descanso’
Titular absoluto da seleção de Carlos Alberto Parreira, o lateral direito Jorginho estava em campo no Rose Bowl, na Califórnia, na final da Copa de 1994, quando sentiu uma contusão. O relógio marcava 20 minutos do primeiro tempo contra a Itália.“Eu levei mais ou menos de dois a três minutos para tomar a decisão de sair. Quando eu senti a contusão, e durante esse período, foi uma luta muito grande porque eu ainda estava tentando correr sem mancar, mas eu percebi que era impossível. Aconteceu justamente quando eu dei um drible entre dois jogadores da Itália, tentei cruzar de três dedos e foi quando eu senti a contusão. Aí, eu passei no banco e falei assim: ‘Cafu, aquece aí porque eu senti’. Depois, o Parreira brincou comigo dizendo que eu tinha escalado o Cafu”, conta.
Jorginho deu um abraço no substituto e falou para ele arrebentar no jogo que levaria a seleção ao tetracampeonato. O experiente lateral brasileiro admite que deveria ter se resguardado para a finalíssima: “Eu falo para os meus jogadores o quanto é importante você se cuidar, você guardar o seu corpo. Após o jogo contra a Suécia, nós tivemos um dia de folga e eu saí para ir à nossa patrocinadora pegar materiais. Dali, eu tinha me comprometido a dar uma entrevista ao jornalista Roberto Cabrini na Universal Studios, que ficava a trinta minutos de onde eu estava. O problema é que eu fiquei cinco horas preso em um trânsito insuportável, dentro de uma van. É muito possível que eu tenha sofrido essa contusão porque eu não descansei o que precisava ter descansado, faltando aproximadamente umas cinquenta horas para a final da Copa”.
Jorginho foi substituído brilhantemente por Cafu, que destaca: “Eu passei quarenta e cinco dias treinando arduamente, esperando uma oportunidade na Copa do Mundo. A oportunidade veio para mim na final. Você estava preparado? Eu, sinceramente, sim, estava preparado para jogar a qualquer momento. A final, melhor ainda. Ruim por ter que substituir um jogador tão importante como o Jorginho, mas quando o professor Parreira falou para eu me aquecer, eu respondi que já estava aquecido”.
Cafu, que seria o capitão do penta, em 2002, é o único jogador da história a entrar em campo em três finais consecutivas de Copa.
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