JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
3 em 1 | 16h00 - 18h00
Thiago Uberreich

Título coroa regularidade da Espanha, mas duelo final não honrou a Copa de 2026

Argentina só foi valente na prorrogação, mas não conseguiu virar a partida, com um homem a menos

Thiago Uberreich

Ferran Torres durante a Copa do Mundo 2026
Ferran Torres durante a Copa do Mundo 2026 FRANCK FIFE / AFP

Como venho fazendo desde 11 de junho, quando começou a maior Copa de todas, escrevo esse texto no calor da hora, quando Rodri está erguendo a taça do bicampeonato espanhol. O título foi justo, ainda mais porque a equipe europeia, uma escola invejável de futebol, sofreu apenas um gol em oito partidas, uma marca inédita. A final em Nova Jersey, no entanto, deveria ter honrado mais o mundial de 2026, grande em inúmeros sentidos.

A Argentina não entrou para jogar, talvez esfacelada pelo cansaço dos últimos jogos e já sabendo das dificuldades que teria diante dos europeus. Atuar com raça não é apelar para violência. No primeiro tempo, os comandados de Scaloni não deram um chute a gol.

A Espanha dominou completamente o duelo, trocou passes à exaustão, como sempre, mas não conseguiu marcar no tempo normal. Nos descontos da segunda etapa, Enzo Fernandes foi expulso depois de uma falta violenta em Cubarsi. Com a vantagem numérica em campo, e já na prorrogação, o inevitável aconteceu. Ferran Torres, lembrando Iniesta em 2010, balançou as redes no início do segundo tempo da prorrogação.

Apesar das viradas históricas da Argentina na Copa, Messi apareceu apenas na reta final da partida e não conseguiu repetir as outras atuações. Ao ver a taça sendo entregue para os espanhois, o camisa 10 não segurou o choro. Ele merecia ter sido escolhido como craque do torneio e não Rodri. Mais uma lambança da FIFA.

O craque argentino, que talvez tenha feito o melhor mundial da carreira, marcou oito gols e ficou atrás de Mbappe. Desde 1970, um artilheiro não fazia dez gols em uma mesma edição de mundial.

O francês repetiu a façanha do alemão Gerd Müller. O camisa 10 também entra para a história ao se tornar o goleador máximo em duas Copas seguidas. Em 2022, ele fez oito.

A Espanha, bicampeã com toda a justiça, terminou invicta o mundial e só não venceu o primeiro jogo contra Cabo Verde. O técnico Luis de La Fuente, que foi professor de Scaloni em 2017, em um curso de treinadores, superou, neste domingo, o “aluno”.

Em 104 jogos, foram marcados 308 gols, um recorde, graças ao aumento de seleções de 32 para 48. A média de gols chegou a 2,96 por partida, a maior desde 1970.

Encerro essas linhas com a manchete do Marca da Espanha: “Os reis de todos os tempos”.