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Economia

IPCA: Inflação desacelera a 0,07% em julho, diz IBGE

Índice de inflação oficial do país ficou abaixo dos 0,16% registrados em junho; energia elétrica foi o principal impacto de alta

Nícolas Robert

Inflação oficial recua 0,11% em agosto, menor resultado desde 2022Marcello Casal JrAgência Brasil
IPCA: Inflação desacelera a 0,07% em julho, diz IBGE Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,07% em julho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11). O resultado representa uma desaceleração em relação a junho, quando o índice havia avançado 0,16%.

Com o resultado de julho, o IPCA acumula alta de 3,44% no ano e de 4,44% nos últimos 12 meses. No período de 12 meses encerrado em junho, a alta acumulada era de 4,64%. Em julho de 2025, a inflação havia sido de 0,26%.

Entre os grupos divulgados pelo IBGE, Habitação teve a maior alta, de 0,99%, e também foi o grupo que mais contribuiu para o resultado do mês, com impacto de 0,15 ponto percentual. Já Alimentação e bebidas recuou 0,67%, contribuindo para reduzir o índice em 0,14 ponto percentual.

Energia elétrica pesa na inflação

A alta do grupo Habitação foi influenciada principalmente pela energia elétrica residencial, que passou de uma alta de 1,53% em junho para 3,09% em julho. O item teve o maior impacto individual sobre o IPCA no mês, de 0,13 ponto percentual.

O resultado teve interferência de reajustes de tarifas em diferentes cidades. Entre eles estão aumentos em concessionárias de São Paulo, Porto Alegre e Curitiba.

Também em julho permaneceu em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescentou R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

A taxa de água e esgoto subiu 0,40%, refletindo reajustes aplicados em Salvador, Porto Alegre, Brasília e Rio Branco. Já o gás encanado recuou 0,04%, influenciado pela redução média de 2% nas tarifas no Rio de Janeiro.

Alimentos ficam mais baratos

O grupo Alimentação e bebidas registrou queda de 0,67% em julho, após recuo de 1,14% na alimentação consumida dentro de casa.

Entre os produtos que mais contribuíram para a queda estão:

  • Tomate: 29,09% mais barato;
  • Batata-inglesa: 19,59% mais barata;
  • Cenoura: 14,41% mais barata;
  • Café moído: 2,45% mais barato.

O tomate teve o maior impacto negativo individual sobre o IPCA de julho, de -0,10 ponto percentual.

Na direção contrária, o preço do leite longa vida subiu 2,47% e o das frutas aumentou 1,20%.

A alimentação fora de casa, por outro lado, acelerou em julho. A alta passou de 0,15% em junho para 0,55% no mês. O lanche subiu 0,76%, contra 0,13% em junho, enquanto a refeição aumentou 0,42%, ante 0,15% no mês anterior.

O grupo Transportes teve alta de 0,05% em julho. O resultado foi influenciado pela alta de 11,67% nas passagens aéreas.

A alta foi parcialmente compensada pela queda dos combustíveis. A gasolina recuou 1,37%, o etanol caiu 2,26%, o óleo diesel teve redução de 1,22% e o gás veicular diminuiu 0,08%.

Como o IPCA é calculado

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e acompanha a variação de preços para famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos, independentemente da fonte de renda.

A pesquisa considera dez regiões metropolitanas, além de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

Para o resultado de julho, foram comparados os preços coletados entre 1º e 30 de julho com os preços vigentes entre 30 de maio e 30 de junho.