Campos Neto diz que ‘corrida por arrecadação’ pode gerar inflação de base e cita exemplo da Argentina
O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira, 28, estar preocupado com os esforços do governo federal em subir a receita, pois, segundo ele, essa iniciativa pode trazer alguns problemas duradouros, como mostra a experiência de alguns países vizinhos na América Latina. “Existe uma preocupação porque, em alguns lugares, a corrida por arrecadação acabou gerando inflação de base. A gente tem um exemplo aqui do lado que é o da Argentina“. Para o economista, esta grande necessidade de aumento de arrecadação gera uma desconfiança do mercado acerca da promessa do governo em cumprir as suas metas fiscais. Apesar de considerar o que o aumento é necessário, o presidente desconfia sobre o impacto disso na economia nacional, já que o Brasil tem uma carga tributária muito elevada.
Durante o seu painel no Warren Institutional Day, em São Paulo, Campos Neto também salientou que o Brasil pode ter crescimento de gastos maior do que a média global. “Em parte, esse é um problema estrutural, que não é deste governo, não é do governo anterior”, afirmou. Campos Neto ainda comentou a última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que decidiu reduzir a taxa básica Selic. A votação foi bastante acirrada e coube ao presidente o voto decisivo pela queda. Sobre o episódio, Campos Neto comentou que esse impasse estava dentro do esperado, dada o histórico dos encontros.
[jp-related-posts ids=”1461429,1461408″]
Assuntos
continue lendo
Macroeconomia
Cotado para Fazenda, Fonteles reduziu dívida no Piauí, mas teve déficit em metade dos anos
Quando ele assumiu a secretaria, em 2015, o estado encerrou o ano com uma dívida de cerca de 57% em relação à Receita Corrente Líquida (RCL). A proporção foi caindo até chegar ao valor mais baixo em 2020 (37%)
- BC decreta liquidação extrajudicial da Credipaiva por grave violação de normas Estadão Conteúdo · há 2 semanas
- Presidente da Faesp critica aprovação do fim da escala 6×1 e fala em riscos ao agronegócio Jovem Pan · há 3 semanas
- BC reduz taxa de juros a 13,75% ao ano Júlia Mano · há 2 meses
- Fecomércio vê impacto relevante no comércio com fim da escala 6×1 Jovem Pan · há 2 meses