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Macroeconomia

‘É possível chegarmos em agosto sem resposta dos EUA’, alerta Haddad

De acordo com o ministro da Fazenda, governo busca medidas diante do impacto da tarifa de 50% imposta por Trump e, por determinação de Lula, 'Brasil não vai sair da mesa de negociação'

Victor Trovão

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de reunião com as lideranças dos grupos de engajamento do G20, no Palácio do Planalto
Haddad participa de reunião sobre lideranças de engajamento do G20 CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou nesta segunda-feira (21), que está buscando medidas para fazer frente ao impacto da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos, patamar previsto para entrar em vigor no prazo de 10 dias. “É possível, sim, chegarmos em agosto sem resposta dos EUA“, declarou em entrevista à Rádio CBN. O titular da Fazenda declarou ainda que o Executivo tem estudado diferentes cenários. “O Brasil não vai sair da mesa de negociação, é determinação de Lula”, argumentou o ministro.

Ao anunciar tarifas adicionais de 50% sobre qualquer produto brasileiro, Donald Trump utilizou motivos políticos para justificar a imposição, especialmente o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Judiciário brasileiro. Para Haddad, parte da extrema direita no Brasil está “se colocando contra os interesses nacionais”, um argumento reforçado pelo governo. “Tem uma família específica no Brasil que está concorrendo contra os interesses nacionais”, afirmou.

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O governo mandou outra carta para os EUA sobre negociação e, relatou o ministro, o Brasil vai continuar insistindo porque “não há razão para as tarifas”. A operação da Polícia Federal que envolveu Bolsonaro foi pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), gerando repercussão política nos EUA.

*Com informações do Estadão Conteúdo 

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