JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Três em Um | 16h00 - 18h00
Macroeconomia

Governo deve alterar LDO para não ser obrigado a cumprir meta de superávit

Proposta, solicitada ao relator da LDO, deputado Gervásio Maia (PSB), busca flexibilizar a regra que obriga a compatibilidade entre a lei orçamentária e a meta de superavit primário fixada em R$ 34,5 bilhões

Sarah Américo

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) Geraldo Magela / Agência Senado

O governo federal pretende alterar o texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para retirar a obrigatoriedade de cumprimento da meta fiscal prevista no orçamento de 2026. A proposta, solicitada ao relator da LDO, deputado Gervásio Maia (PSB), busca flexibilizar a regra que obriga a compatibilidade entre a lei orçamentária e a meta de superavit primário fixada em R$ 34,5 bilhões.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida não altera a meta em si, mas reduz a pressão sobre a equipe econômica, que ainda tenta equilibrar as contas públicas após a derrubada, pela Câmara dos Deputados, da medida provisória que previa a taxação de aplicações financeiras no exterior e o aumento de impostos sobre as casas de apostas. Desde então, o governo tenta encontrar novas fontes de receita e conter despesas para cumprir as metas fiscais.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prometeu enviar ao Congresso dois projetos de lei substitutivos: um voltado ao corte de gastos e outro para elevar a arrecadação, retomando a taxação de apostas eletrônicas e de fintechs, como bancos digitais. No entanto, até o momento, os textos ainda não foram apresentados oficialmente.

Nos bastidores, o Planalto enfrenta dificuldades para garantir apoio político às medidas. Haddad ainda não se reuniu com líderes de partidos do centrão — como União Brasil, PP e Republicanos —, que costumam ser decisivos nas votações. Enquanto isso, o presidente da Câmara, Arthur Lira, e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, discutem ajustes no calendário legislativo para tentar viabilizar as propostas.

A meta fiscal de 2026, prevista no novo arcabouço fiscal, permite uma variação entre um superavit de até R$ 68 bilhões e um déficit zero. Parlamentares avaliam, contudo, que atingir o resultado positivo será um desafio diante do atual cenário de incertezas nas contas públicas.

[jp-related-posts ids=”2070621,2070609″]

Assuntos