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Macroeconomia

Indicador de Incerteza da Economia fica estável em julho, indica FGV

Segundo pesquisadora da instituição, avanço de apenas 0,2 ponto foi causado por alta de juros global, guerra na Ucrânia e incertezas fiscais no Brasil

Luis Filipe Santos

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), subiu 0,2 ponto em julho, para 120,8 pontos, o maior nível desde março deste ano (121,3 pontos). A economista do Ibre Anna Carolina Gouveia, ressaltou que o número permaneceu praticamente estável, apesar de estar em um patamar considerado historicamente elevado, acima dos 120 pontos. “O resultado continua sendo influenciado pela pressão inflacionária no Brasil e no mundo e à política de aperto monetário global, colocando em xeque o crescimento mundial nos próximos meses. No Brasil, adicionalmente, houve piora do cenário fiscal para 2023, e do cenário político, com a proximidade das eleições presidenciais. Diante deste cenário, é possível que o indicador continue a oscilar em níveis ainda elevados nos próximos meses”, afirmou Gouveia, em comentário sobre o relatório.

O IIE-Br é composto de dois índices, que caminharam em direções opostas no mês. O componente de Mídia, baseado na frequência de notícias com menção à incerteza nas mídias impressa e online, e construído a partir das padronizações individuais de cada veículo, subiu 3,0 pontos, para 117,7 pontos, contribuindo com 2,6 pontos para o índice agregado (80% do total). O componente de Expectativas, que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, recuou 11,1 pontos, para 124,7 pontos, contribuindo negativamente com 2,4 pontos para a evolução na margem do IIE-Br (20% do índice geral). “Apesar do forte recuo do componente de Expectativa do IIE-Br no mês, este indicador se mantém em patamar elevado, refletindo as heterogeneidades das previsões dos especialistas para variáveis chaves na economia. O recuo de julho devolve apenas 31% da alta de 36,2 pontos do IIE-Br Expectativa entre fevereiro e junho”, avalia Gouveia.

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