Ana Maria Braga quebrou o braço após assédio de diretor de TV: ‘Veio pra cima de mim’

Apresentadora do ‘Mais Você’ relatou caso ocorrido em início da carreira durante entrevista ao ‘Roda Viva’, da TV Cultura

  • Por Jovem Pan
  • 22/09/2020 10h07
Reprodução/Twitter/Roda VivaAna Maria Braga foi a entrevistada do 'Roda Viva' na segunda-feira (22)

Ana Maria Braga, de 71 anos, revelou um caso de assédio sexual sofrido de um diretor de televisão no início de sua carreira. Em entrevista ao “Roda Viva”, da TV Cultura, a apresentadora do “Mais Você“, da TV Globo, contou que, ao fugir do agressor, ela caiu de uma escada e quebrou o braço. Sem citar nomes, Ana Maria disse que o diretor tinha pedido um projeto jornalístico para ela. “Fiz um projeto lindo, fiquei 15 dias trabalhando no projeto, acreditando que pudesse sair do programa da tarde e ter um programa à noite. Ele tinha me dito ‘você pode ser a Hebe Camargo amanhã'”, afirmou.

Ao apresentar o projeto, Ana Maria disse que o homem tentou atacá-la. “Ele me olhou, levantou da mesa e veio para cima de mim. Fiquei estupefata. Ele falou ‘venha cá’. Eu fugi, saí da sala dele com tanto ímpeto, que tinha uma escada, e despenquei da escada do nono andar até o oitavo andar, que era o departamento comercial. Quebrei o braço”, relembrou. Anos depois, a apresentadora chegou a reencontrar o agressor. “Eu estava num restaurante aqui, em São Paulo, que até já fechou. Eu estava saindo toda linda e formosa com um diretor de empresa e essa figura estava adentrando ao recinto. Os dois [o empresário e ele] se conheciam. O cara parou e cumprimentou. E quando olhou para mim, baixou o olho e se mandou.”

Ana Maria disse que “o mundo está mudando em relação” às denúncias de assédio sexual, pois, na época, ela disse que nada aconteceu com o diretor de TV. “Fui falar com o [meu] chefe e ele fez de conta que não acreditou em mim, o cara continuou lá”, relatou. “Aqui em São Paulo, na década de 70, quase 80, antes da Tupi quebrar e fechar, sem dúvida nenhuma, tinham diretores, não só de TV, mas de empresas, de rádio, jornal, e máquina de fazer parafuso. Qualquer coisa onde a mulher trabalhasse, e ainda mais no mercado de audiovisual, porque era novo e glamourizado, sem dúvida nenhuma existiam [assediadores].”

Veja o relato de Ana Maria Braga: