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Massacre do Shopping Morumbi: Condenado escreve livro sobre crime que cometeu

O colunista Ullisses Campbell deu detalhes em sua coluna True Crime

Victoria Xavier

Mateus da Costa Meira lança livro sobre crime que cometeu
Mateus da Costa Meira lança livro sobre crime que cometeu Foto/Reprodução

Em 3 de novembro de 1999, o Brasil assistiu a um dos episódios mais trágicos de sua história recente. O então estudante de medicina Mateus da Costa Meira entrou em uma sala de cinema do Morumbi Shopping, em São Paulo, durante uma sessão do filme Clube da Luta, e abriu fogo contra o público com uma submetralhadora. O ataque deixou três pessoas mortas e outras quatro feridas, provocando pânico e uma comoção nacional que permanece viva na memória de muitos brasileiros. 

Segundo as investigações da época, Mateus tinha 24 anos e estava a poucos dias de concluir o curso de Medicina. Durante a sessão, ele foi ao banheiro do cinema, onde chegou a disparar contra um espelho antes de retornar à sala. Pouco depois, começou a atirar contra os espectadores. O ataque durou apenas alguns minutos, mas deixou marcas profundas nas vítimas, familiares e na cidade de São Paulo. 

As vítimas fatais foram a fotógrafa Fabiana Lobão Freitas, a publicitária Hermè Luísa Jatobá Vadasz e o economista Júlio Maurício Zemaitis. O caso ganhou enorme repercussão nacional e passou a ser lembrado como o “Massacre do Shopping Morumbi”, um dos primeiros grandes ataques armados em locais públicos registrados no país. 

Preso em flagrante, Mateus foi condenado inicialmente a mais de 120 anos de prisão. A pena acabou reduzida posteriormente para 48 anos e nove meses. Após uma tentativa de homicídio contra um companheiro de cela, ele foi considerado inimputável por questões psiquiátricas e transferido para um hospital de custódia, onde permaneceu por anos. Em 2024, deixou a instituição após cerca de 25 anos de privação de liberdade.

Segundo a coluna de Ullisses Campbell, o condenado vem lançando livros digitais sobre casos criminais conhecidos, como Richthofen e Nardoni. Porém, ele também decidiu lançar um livro contando sobre o crime que cometeu. Ainda de acordo com Campbell, Mateus afirma que o livro foi baseado em documentos públicos e narra grande parte da publicação em terceira pessoa, distribuída em quase 100 páginas e intitulada Dentro da Escuridão.

Nas páginas, Mateus traz um jovem que ouvia vozes e também assume a primeira pessoa em alguns momento, alegando que a imprensa não conseguiu abranger os motivos que o levaram a cometer o crime e afirmando que somente ele poderia revelar o que o levou a agir.

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