Como a Libertadores do Corinthians pode ajudar o handebol a ser campeão mundial
Em 2013, a Seleção Brasileira feminina de handebol fez história e, pela primeira vez em todos os tempos, conquistou o título mundial. Desde então, a dúvida que ficou foi: quando os homens vão conseguir repetir o feito das mulheres? Em entrevista exclusiva ao repórter Felipe Motta, da Rádio Jovem Pan, o armador Diogo Hubner, do São Caetano e da Seleção, contou que o Brasil está no caminho certo para alcançar tal feito e fez uma revelação interessante: o Corinthians tem servido de inspiração.
O pensamento de Hubner é simples. Ele acredita que, assim como o clube alvinegro conquistou o título da Copa Libertadores da América, em 2012, depois de acumular participações em sequência no torneio continental, a Seleção masculina também pode faturar o maior título do handebol se sempre estiver disputando as fases mais importantes do torneio. Nas duas últimas edições do Mundial, o Brasil foi eliminado nas oitavas de final, e com derrotas por um ponto (para Rússia e Croácia).
Segundo o armador, quanto mais jogar esse tipo de confronto, mais a Seleção estará pronta para chegar ao topo. “A gente sempre cita o Corinthians. Ele não ganhava a Libertadores, mas também não ia para a Libertadores. Quando começou a se classificar em todos os anos, aí conseguiu ser campeão. Então, se a Seleção sempre estiver nessa fase de oitavas de final, cada vez mais os atletas estarão mais bem preparados para avançar”, opinou.
Hubner considera que o time masculino está “no caminho certo” para futuramente brigar pelo título e também se lembra das muitas vezes em que a Seleção feminina foi eliminada até conseguir faturar o Mundial. “As meninas também tinham essa barreira, mas nas quartas de final. Elas batiam nas quartas e saíam. Na primeira vez em que passaram, ganharam o título. É esse clique mesmo que falta para a gente. Mas estamos muito perto dele. Falta só um passinho a mais para brigarmos pelo título“, afirmou.
O desempenho da Seleção masculina, é inegável, tem evoluído consideravelmente. Sob o comando do espanhol Jordi Ribera, que também treinou o Brasil no ciclo para os Jogos Olímpicos de 2008, o time verde e amarelo vem adotando um estilo de jogo diferente, com a defesa mais aberta, e já faz partidas equilibradas com os europeus. No ano passado, por exemplo, conseguiu vencer um torneio amistoso na Polônia, que contava com a poderosa seleção da casa, o Egito e a sempre forte Romênia. O título mundial ainda parece distante? Sim. Mas, para quem viu o Corinthians encerrar a seca de Libertadores em 2012, não custa nada acreditar…
Comentários
Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.