Campeão da Libertadores com o Santos, Zé Love é suspenso por 1 ano após cuspir em árbitro

De acordo com a súmula assinada pelo árbitro Antônio Márcio Teixeira da Silva, o ex-atacante de Santos, Goiás e Coritiba também acertou um chute no joelho do auxiliar

  • Por Jovem Pan
  • 11/11/2021 10h40 - Atualizado em 11/11/2021 10h40
André Gomes/Brasiliense FC Zé Love, ex-Santos, ficará um ano suspenso por cuspir em árbitro Zé Love, ex-Santos, ficará um ano suspenso por cuspir em árbitro

O atacante José Eduardo Bischofe de Almeida, mais conhecido como Zé Love, entrou na história do Santos por fazer parte da campanha do tricampeonato da Libertadores da América, em 2011, quando dividiu vestiário com Neymar, Paulo Henrique Ganso e companhia. Atualmente no Brasiliense, o centroavante, no entanto, terá que ficar longe dos gramados por mais de um ano. Na última quarta-feira, 10, o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou que o veterano cumpra 380 dias de suspensão por cuspir e agredir um membro da comissão de arbitragem na partida contra a Ferroviária, no dia 18 de setembro, pela Série D do Campeonato Brasileiro.

De acordo com a súmula assinada pelo árbitro Antônio Márcio Teixeira da Silva, o ex-atacante de Santos, Goiás e Coritiba teria dito: “Você vai apanhar hoje, v…, seu filho da p…”. Na sequência, Zé Love teria cuspido no rosto do auxiliar, além de ter acertado um chute em seu joelho. Advogada do atleta, Deborah Stockler negou os incidentes durante o julgamento. “Foi um jogo muito confuso e com muito tempo de acréscimo. O árbitro sabia que o Brasiliense tomaria todas as medidas cabíveis e por isso carregou na súmula. Claramente o árbitro só relatou o que convinha. Não dá para confiar numa súmula que não descreve o que de fato aconteceu”, disse. “No vídeo não aparece nenhum cuspe do Zé Love, nenhum chute. A Polícia Militar inclusive estava fazendo a proteção e não teria como o atleta encostar no árbitro. Não tinha como chegar e dar um chute”, acrescentou.

Mesmo assim, Zé Love acabou sendo enquadrado nos artigos 243-C (ameaça), 243-F (ofensa à honra), 254-B (cuspir no auxiliar) e 254-A (agressão física) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Além do atacante de 34 anos, Gustavo Henrique foi suspenso por 360 dias pela confusão. O auxiliar técnico Wellington Augusto (180 dias), o gerente de futebol Paulo Henrique Lorenzo (30 dias) e o ex-técnico Luan Carlos (dois jogos) também foram punidos. O Brasiliense acabou sendo eliminado da Série D do Brasileirão após perder a partida para a Ferroviária por 1 a 0.