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Comissão do Senado aprova convite a presidente da CBF para explicar relação com Gilmar Mendes

Requerimento de autoria do senador Eduardo Girão diz que decisão que manteve Ednaldo Rodrigues no cargo teve o ministro do STF como relator e aponta possível conflito de interesses

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Ednaldo Rodrigues
Ednaldo Rodrigues Divulgação/CBF/Rafael Ribeiro

A Comissão de Esporte do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (7), um requerimento que convida o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, para explicar, em audiência pública, “supostas condutas irregulares” e “possível conflito de interesses” em decisão concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

O requerimento, de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE), diz que decisão do STF que manteve Ednaldo no cargo teve Gilmar como relator, e aponta possível conflito de interesses, já que o magistrado é fundador do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), o qual tem parceria comercial para as formações da CBF Academy. “A gravidade da situação reside não apenas nas alegações em si, mas também no impacto que elas podem ter sobre a credibilidade da CBF. A entidade, embora de natureza privada, exerce uma função social de extrema relevância para o País”, argumenta Girão.

O acordo que manteve Ednaldo na CBF passa por um questionamento. Uma perícia indica que uma das assinaturas é falsa. A análise é sobre a assinatura de Antônio Carlos Nunes de Lima, o coronel Nunes, ex-vice-presidente da CBF, e que foi presidente interino da entidade em duas ocasiões. A inspeção foi feita pela perita Jacqueline Tirotti, a pedido do vereador do Rio Marcos Dias (Podemos).

A CBF defendeu a legitimidade do processo e informou que não teve acesso à perícia e que análise está sendo utilizada de maneira midiática e precipitada. “A CBF confia plenamente na Justiça brasileira e permanece à disposição das autoridades competentes para esclarecer quaisquer dúvidas que eventualmente surjam”, diz a confederação.

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O Congresso Nacional tem uma “bancada da bola”, que tem pelo menos 22 parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado que atuam para impedir que Ednaldo preste esclarecimentos aos congressistas. Isso já ocorreu, por exemplo, em Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), desde que ele assumiu o comando da entidade máxima do futebol brasileiro.

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*Com informações do Estadão Conteúdo

Publicado por Nátaly Tenório