Palmeiras está certo em reclamar da arbitragem? Veja análise do Bate-Pronto sobre clássico com o Corinthians
A partida entre Corinthians e Palmeiras, pela Copa do Brasil, reacendeu o debate sobre a eficácia do VAR no futebol brasileiro, após gol anulado do meia palmeirense Maurício por impedimento, que daria o empate ao Verdão logo após Memphis Depay abrir o placar. O técnico português Abel Ferreira e seus comandados saíram de Itaquera furiosos com a arbitragem. Além do tento anulado, os alviverdes reclamaram de um pênalti em cima de Memphis. Wilton Pereira Sampaio inicialmente não marcou nada, mas o árbitro de vídeo o chamou para observar a solada de Gustavo Gómez no holandês. Os dois times voltarão a se enfrentar na quinta-feira (7), no Palestra Itália.
O lance, considerado duvidoso por muitos, gerou questionamentos sobre a precisão das decisões tomadas com o auxílio da tecnologia. Especialistas e torcedores argumentam que, na ausência de um sistema semiautomático moderno, o gol deveria ter sido validado. “Eu acho muito bizarro anular um gol por conta disso. Você não tem uma certeza absoluta de que foi colocado no ponto certo”, considera Mauro Cezar, ponderando que isso não significa “má vontade ou má intenção”. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) ainda não implementou a tecnologia da verificação de impedimento semiautomática, o que tem gerado críticas e levantado dúvidas sobre a justiça nas decisões de campo.
“Não dá para ter certeza. É essa desgraça desses impedimentos de VAR. A linha está na cabeça, a linha está na mão? O frame está correto? O problema é o seguinte, aquilo ali me lembra os primórdios da cirurgia de miopia”, ilustrou Mauro Cezar. “Quando a cirurgia de miopia foi descoberta, ela era feita manualmente. O cara tinha que dar incisões na córnea. Depois, muito tempo depois, passaram a fazer a laser, um negócio supermoderno. Eu diria que o VAR brasileiro continua na base da navalhada, entendeu? O cara vai lá manualmente e coloca a linha, quando já existe o sistema que é automático.”
A expectativa é que, com a introdução do sistema semiautomático prometido para o próximo ano, a precisão das decisões melhore significativamente. No entanto, há um ceticismo crescente sobre a implementação eficaz dessa tecnologia no Brasil, considerando os desafios enfrentados até agora e o histórico de dificuldades na adoção de novas tecnologias no futebol nacional.
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Além do impedimento, a partida também foi marcada por um pênalti que gerou discussões acaloradas entre comentaristas e torcedores. “O VAR só chamou porque viu a meia rasgada e o corte na perna do Memphis”, opinou Vampeta. O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, não escondeu sua frustração com a arbitragem, destacando a necessidade urgente de modernização dos equipamentos utilizados. “stamos no século XXI e andamos a trabalhar com ferramenta do século passado”, disse.
Veja a discussão no Bate-Pronto
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