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Futebol Internacional

Luis Rubiales reacende caso Jenni Hermoso, reforça que beijo foi ‘consentido’ e diz que tudo foi ‘distorcido’

Destituído do cargo de presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), ele não poupou críticas à forma como o caso foi tratado pela mídia e pela sociedade

Sarah Américo

Copa do Mundo feminina
jenni-hermoso-recebeu-um-beijo-na-boca-de-luis-rubiales-82644a7e-beff-4fba-840c-909fa5405556.medium Reprodução/Twitter/@@Piloooupilou

Dois anos após ser banido do futebol e destituído do cargo de presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) por dar um beijo na boca da jogadora Jennifer Hermoso, Luis Rubiales voltou a falar sobre o polêmico incidente. Em entrevista ao programa El Chiringuito, o ex-dirigente reiterou seu arrependimento pelo ato, mas reforçou que o beijo foi “consentido” pela atleta e ainda acusou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de usar o caso para fins políticos.

Rubiales não poupou críticas à forma como o caso foi tratado pela mídia e pela sociedade. “No meu discurso à assembleia, eu comecei dizendo que tinha cometido um erro, mas o problema é que a mídia não noticiou isso”, declarou. “Eu deveria ter sido mais calmo e profissional como presidente. Foi um erro, e não lidei bem com a situação. Deveria ter agido com mais postura, mas tudo foi distorcido de maneira exagerada, com interesses que podemos discutir agora. Isso é mais do que eu merecia”, completou.

Apesar de admitir que o ato foi inadequado para a ocasião, Rubiales insistiu que o beijo foi dado com o consentimento de Jennifer Hermoso. Ele alegou que, após a conquista da Copa do Mundo Feminina, a jogadora havia se aproximado dele para um abraço e que o beijo aconteceu de forma espontânea. “Jenni era uma boa amiga, perdeu um pênalti e estava vindo na minha direção. Ela me abraçou de uma maneira específica, e o beijo aconteceu”, explicou.

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O ex-presidente da RFEF reforçou que, durante o ocorrido, pediu permissão à jogadora e que ela respondeu positivamente. “Não vou pedir desculpas para a Jenni porque eu perguntei a ela, e ela disse ‘tudo bem’. A sentença diz isso, é uma prova”, afirmou Rubiales. Ele também destacou que o beijo foi “sem qualquer conotação sexual”, acontecendo em frente a 80 mil pessoas, e que a situação foi distorcida.

Rubiales também direcionou duras críticas ao governo de Pedro Sánchez, sugerindo que o incidente foi manipulado politicamente. Para ele, o caso foi utilizado como uma cortina de fumaça para desviar a atenção de questões mais profundas relacionadas à política espanhola, como a Lei de Anistia. “O que vi foi uma manobra imediata da extrema esquerda, com interesses claros, criando uma realidade paralela. Foi a tempestade perfeita para capitalizar o incidente do beijo em relação à Lei de Anistia”, disparou. Ele sugeriu que o primeiro-ministro Pedro Sánchez, que precisaria do apoio dos separatistas para consolidar seu governo, usou o incidente para tirar proveito político, alegando que a anistia, que o governo pretendia conceder, foi uma decisão controversa e ilegal segundo a Constituição Espanhola.

Rubiales, que já havia se pronunciado sobre o caso em outras ocasiões, se manteve firme em sua versão dos fatos. Apesar do desgaste de sua imagem e das repercussões do incidente, ele não demonstrou arrependimento por suas ações, exceto pela forma como lidou com a situação na época. “Deveria ter sido mais cuidadoso e profissional, mas o que aconteceu foi distorcido”, concluiu. O ex-dirigente segue enfrentando as consequências legais e sociais de suas ações, enquanto o caso continua sendo debatido em esferas públicas e políticas na Espanha.

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*Com informações do Estadão Conteúdo