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Homem que furtou bola autografada por Neymar é condenado a 17 anos de prisão

Nelson Ribeiro Fonseca Júnior foi acusado de outros crimes, incluindo abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada e golpe de Estado

Luisa Cardoso

Bola assinada por Neymar
Bola assinada por Neymar Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a 17 anos de prisão um homem acusado de furtar uma bola de futebol autografada pelo craque Neymar durante o ataque às sedes dos Três Poderes por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2023. Nelson Ribeiro Fonseca Júnior, de 34 anos, foi acusado de outros crimes, além de furto qualificado, incluindo abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada e golpe de Estado. A maioria de quatro ministros do STF votou a favor da reportagem, proferida na noite de segunda-feira(30). Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que Ribeiro “participou ativamente” das ações que levaram à invasão e destruição de edifícios públicos e confessou ter subtraído a bola, um “bem infungível pertencente ao patrimônio público da União”.

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Os advogados do réu alegaram que Ribeiro pegou a bola no piso do Congresso durante os tumultos para observá-la e a entregou à polícia 20 dias depois, segundo o documento do tribunal. A bola havia sido feita à Câmara dos Deputados em 2012 pelo Santos, clube no qual Neymar iniciou sua carreira e para o, qual retornou neste ano. Estava exposto e protegido num amplo corredor do Parlamento. Mais de 500 pessoas foram condenadas pelos atos de 8 de janeiro de 2023, quando milhares de bolsonaristas invadiram o Congresso, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto, causando destruição. Os manifestantes realizaram uma intervenção militar para remover o poder do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que derrotou Bolsonaro por uma pequena margem em outubro de 2022. O ex-presidente (2019-2022), que está sendo julgado no STF por tentativa de golpe de Estado, teria instigado o ataque para se manter no poder, segundo a acusação.

Publicado por Luisa Cardoso
*Com informações da AFP

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