Prefeitura cobra interdição total do Ninho do Urubu; Flamengo esquiva
A Prefeitura do Rio de Janeiro segue insistindo para que o Flamengo cumpra a ordem de 2017 e feche por completo o Ninho do Urubu, centro de treinamento do clube rubro-negro, que sofreu um incêndio que vitimou 10 jovens das categorias de base.
A entidade entente que o Flamengo não poderia manter o centro de treinamento em funcionamento desde a determinação, e que se o clube tivesse cumprido as ordens teria impedido a tragédia do último dia 8.
Nesta sexta-feira (15), Ministério Público do Rio de Janeiro convocou uma coletiva de imprensa para tratar do incêndio. O encontro contou com a presença de autoridades municipais e estaduais, além de representantes do Flamengo.
Rodrigo Dunshee, vice-jurídico do clube rubro-negro, foi questionado se acatará a determinação da prefeitura do Rio, mas não respondeu. O cartola, inclusive, demonstrou incômodo com as perguntas e abandonou a coletiva
Dunshee respondia sobre o porquê de o clube não ter atendido a uma primeira ordem de interdição ao CT, imposta pelo Município em 2017. Primeiro, ele alegou que assumira o departamento jurídico do Flamengo apenas recentemente.
Depois, disse que a ordem de interdição de 2017 era passível de questionamentos. “Eu estou no prazo para fazer certas coisas. Acho que essa questão de licenças é colateral”, afirmou. “Essa questão está sub judice, todas as questões estão sub judice”.
Os repórteres então questionaram se o clube iria atender à nova ordem de interdição imposta pela prefeitura, informada por representantes do município momentos antes. Foi quando Dunshee se levantou, virou as costas e deixou o auditório da sede do MP.
Na última terça-feira (12), diversos órgãos de fiscalização municipais e estaduais vistoriaram o Ninho do Urubu e indentificaram irregularidades. Três quadros de luz foram interditados e foi constatado também problemas “de ordem sanitária”.
Com informações de Agência Estado
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