‘Me arrependo de ter traído a minha esposa’, diz Robinho

Em entrevista, jogador afirmou que relação sexual foi consensual e que mensagens reveladas pela imprensa foram ‘tiradas do contexto’

  • Por Jovem Pan
  • 17/10/2020 15h47 - Atualizado em 17/10/2020 16h32
GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDORobinho afirma ser inocente em processo que o condenou por estupro

Depois de anunciar a suspensão do contrato de cinco meses que tinha assinado com o Santos, Robinho rompeu o silêncio e falou sobre o caso de estupro coletivo pelo qual é condenado em primeira instância na Itália. Ao UOL, o jogador disse, neste sábado, 17, que seu único arrependimento foi ter sido infiel à sua esposa. O atacante se defendeu das acusações que tem sofrido e afirmou ainda que toda relação que teve com a mulher que o denunciou foi consensual. “Olha, eu me arrependo de ter traído a minha esposa. Este é o meu arrependimento”, declarou o jogador. Segundo Robinho, tudo que aconteceu entre os dois foi de comum acordo e ele teria ido embora antes que seus amigos tivessem tido maior contato físico com a mulher.

“Não tive relação sexual com ela, não”, afirmou o atacante. “A gente teve relação entre homem e mulher, de ela me tocar e eu tocar nela, porque ela quis e eu também quis, mas não cheguei a fazer sexo com ela”, explicou. “Nenhuma penetração e nem nada disso”, reforçou. De acordo com a investigação, Robinho e outros cinco amigos, incluindo Ricardo Falco, que também foi condenado, levaram uma jovem de origem albanesa ao camarim de uma boate chamada Sio Café, em Milão, e lá abusaram sexualmente dela. O caso aconteceu em 22 de janeiro de 2013, quando o atleta defendia o Milan. Os outros suspeitos deixaram a Itália ao longo da investigação, e por isso a participação deles no ato é alvo de outro processo.

“Eu saí. Eu fui antes para casa. Eles me contaram depois que eles fizeram: ‘Com o consentimento da garota, a gente fez isso e isso’. Isso realmente eles me contaram depois”, explicou Robinho. Quando perguntado se estava presente no ato, o jogador negou. “Quando eu saí, os garotos continuaram lá com o consentimento dela. Eu estou me defendendo. Os garotos, se eles fizeram alguma coisa com ela, eu não posso falar por eles. Eu sei o que eu fiz com ela e com o consentimento dela. Foi isso o que aconteceu”.

O atacante tentou se explicar quando foi perguntado sobre algumas frases que, segundo ele próprio, poderiam ter sido tiradas de contexto ou traduzidas de forma equivocada do processo em italiano. “Eles traduziram muita coisa fora de contexto. Na verdade isso faz muito tempo. E em conversa de WhatsApp a gente fala, mas nunca com falta de respeito, nunca por desrespeitar as mulheres. Eles falaram que homens conversam entre si, né. Que teve relação sexual com a mulher, com o consentimento dela, porque ela quis e é exatamente isso”, finalizou.

*Com Estadão Conteúdo