Raí diz ter conversado com jogadores sobre finanças do clube antes de contratar Dani Alves

  • Por Jovem Pan
  • 07/10/2019 09h28
Montagem sobre fotos/São Paulo/DivulgaçãoRaí foi peça-chave na contratação de Daniel Alves

Direto executivo de futebol do São Paulo, Raí revelou uma conversa entre ele e os jogadores antes da contratação bombástica de Daniel Alves. Em entrevista ao “Valor Investe”, o mandatário comentou que explicou aos atletas do Tricolor que a chegada do lateral-direito não causaria danos às finanças do clube.

“Sim, a gente teve esse cuidado [de conversar com os jogadores sobre a saúde financeira do clube]. E foi tudo bem aceito e compreendido. Até porque fomos claros em colocar que não vai ser só o clube que vai pagar. Antes de fechar e depois que fechou, fiz questão de passar para o time que isso não ia mudar em nada a situação deles”, disse o ídolo do Tricolor paulista.

Neste ano, o clube do Morumbi gastou quase R$ 80 milhões de reais, trazendo jogadores renomados, como Alexandre Pato, Hernanes e o próprio Daniel Alves. De acordo com Raí, a ideia foi trazer atletas com perfil de liderança.

“A presença dessas pessoas é uma coisa premeditada: perfil de liderança. Hernanes, Pablo, Daniel Alves, Juanfran, Volpi, Bruno Alves. É uma espinha dorsal. Por mais que tenhamos dificuldades, são pessoas que seguram e vão dar resultado”, analisou.

Apesar da postura arrojada no mercado de transferências, Raí disse à reportagem ser conservador nas finanças e garantiu que não existe nenhuma preocupação neste sentido.

Na entrevista, Raí também pediu por mais união entre os clubes para melhorarem o futebol no país.

Hoje, o que mais precisamos é que os clubes se unam e debatam interesses comuns próprios. Fica faltando uma perna quando governo e legislativo se mobilizam, tem a força da CBF como instituição, mas não há uma representatividade de um grupo de clubes. Fica parecendo que alguém tem que vir e resolver por eles”, comentou.

“Tem espaço para os clubes pensarem o futebol como um grande negócio. Entre eles mesmo, para depois ver a repartição. Não adianta fazer um grande trabalho se o sistema em que se está inserido não é consistente”, finalizou.