Anderson Silva rebate críticas sobre dupla cidadania e relata: ‘Fui chamado de traidor’
Anderson Silva foi extremamente criticado nas redes sociais após tornar-se cidadão americano, na última semana. Em entrevista ao “Yahoo”, na quinta-feira (25), o lutador respondeu os “haters” e relatou ofensas que recebeu pela internet.
“A maior farsa do MMA brasileiro”, “Cara de pau”, e “Traidor da pátria” foram alguns dos insultos que Anderson recebeu em sua conta no Instagram.
“Muita gente pegou pesado. Muita gente tem dupla cidadania e não é agredido da forma que eu fui. Fui chamado de traidor, renegado e coisas do tipo. Fico abismado porque as pessoas não sabem absolutamente nada e querem impor suas opiniões como verdade absoluta”, disse o “Spyder”.
Anderson Silva tornou-se cidadão americano em uma cerimônia de nacionalização em massa, na terça-feira, em Los Angeles. Há 10 anos tentando a dupla cidadania, ele comemorou a conquista.
“Muita gente acha que foi fácil, tem memória curta, não sabem o quanto eu ralei, insisti. É bem triste essa situação, mas até entendo, não tem jeito de mudar a cabeça de quem, até pela incompetência, só pensa em agredir”, disparou.
“Sou uma pessoa que diz o que pensa, muita gente não gosta disso. Acho que incomoda o fato de eu ser uma pessoa que saiu do nada e, às custas de muito trabalho e ter vencido na vida. Estou com 44 anos, poderia ter desistido, mas, não. Não sou mais campeão, mas acho que ainda continuo com um alvo nas costas”, continuou.
Aos 44 anos, Anderson tem contrato com o UFC apenas até 2020, tendo programadas duas lutas no períodos. Questionado sobre a aposentadoria, ele admitiu estar vivendo os últimos anos como lutador profissional.
“Tenho mais duas lutas no contrato, tenho marcada uma cirurgia no joelho, então acho que acabo de cumprir o contrato em 2020. Essa coisa de lutar é algo que já está ficando no passado para mim, está surgindo uma nova geração de atletas e promessas. Eu amo lutar, adoro lutar, aproveitei da melhor maneira possível”, revelou.
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