Jovem pratica 4 esportes diferentes para superar malformação congênita
É comprovado que a prática de 1 esporte pode criar inúmeros benefícios na infância e adolescência. Imagine então quantas vantagens um jovem pode obter ao praticar 4 esportes diferentes! Marcelino Maia da Silva Neto faz exatamente isso: Com apenas 16 anos, ele já experimentou basquete, natação, tênis de mesa e vôlei adaptados. E assim supera uma malformação congênita, obtendo evolução física e psicológica graças ao esporte, inclusive com uma participação marcante na Liga Nescau Jovem Pan.
A malformação de Marcelino, que é uma mielomeningocele, atingiu principalmente os membros inferiores de Marcelino. Então ele sempre teve dificuldades de locomoção e nunca conseguiu participar de atividades físicas na escola. Mas mesmo assim a vontade de praticar esportes esteve presente durante toda infância.
Mãe de Marcelino, Fran comenta que tudo começou com o basquete: “Ele se encantou com o basquete no Clube dos Paraplégicos primeiro. Ele não ia competir, porque só tinha adultos e ele ainda era muito pequeno. Mas acompanhava e ficava como mascote, digamos assim”.
Marcelino também praticou natação no mesmo local. Mas só conseguiu se desenvolver de verdade quando o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) criou o Centro de Formação Esportiva com esportes paralímpicos. Lá os jovens podem ter contato com até 8 esportes diferentes.
Marcelino é apto a participar de 5 e por enquanto já treinou tênis de mesa e vôlei sentado. E segundo Danilo Novaes, professor dele, o importante é que essa variedade traz uma evolução mais completa para o jovem: “Ele gosta dos 2 esportes porque são diferentes. O vôlei é totalmente no chão e, segundo a mãe dele, ajudou até na parte intestinal. Já o tênis de mesa é na cadeira de rodas e ele só mexe a parte superior. Isso melhorou muito a coordenação motora dele e a percepção corporal”.
O próprio Marcelino reforça a importância dessa variedade de benefícios: “O vôlei está me dando bastante agilidade no chão, para eu me deslocar pela quadra. No tênis mesa é melhor pela agilidade para executar as ações. Eu não tinha noção de nada, mas comecei a praticar bastante”.
A mãe de Marcelino comemora todas essas vantagens e escolhe qual foi o momento mais marcante do filho no esporte: “Foi quando ele participou da Liga Nescau. Foi aquela tensão e nervosismo de ver ele participando e fazendo o que ele quer. Eu faço minha parte e vejo que ele está gostando. Para mim é gratificante ver o desempenho dele e ver ele se dedicar”.
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