Presidente do COB diz que adiamento da Olimpíada não impactará em incentivos do governo 

  • Por Jovem Pan
  • 25/03/2020 10h10
Rafael Bello/COBPaulo Wanderley é o presidente do COB

Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Paulo Wanderley afirmou que o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021 não terá efeito nos programas de incentivo do Governo Federal. Em entrevista exclusiva ao “Jornal da Manhã”, nesta quarta-feira (25), o mandatário também voltou a celebrar a suspensão da Olimpíada. 

“Com relação a patrocínio, isso vai depender da habilidade do pessoal da área de marketing, captação. Terão que recriar essa motivação, é um evento que será realizado. Com relação a programas de governos, a informação que eu tenho é de que não serão suspensos, as bolsas serão mantidas. Já o Comitê Olímpico, evidentemente, precisamos nos reestruturar, mas pouco tempo. Acreditamos numa sacudida neste primeiro momento, mas  vamos nos reorganizar e os atletas não terão problemas com a sua preparação. Temos essa capacidade de sobrevivência muito grande”, declarou.

Em meio à pandemia do novo coronavírus, Paulo Wanderley reconhece que a situação para o esporte olímpico no Brasil está complicada. O presidente, por outro lado, acredita que os atletas e os treinadores terão tempo suficiente para se preparar para os Jogos.

“É verdade. Nós estamos com uma situação atípica nunca ocorrida anteriormente em todos os níveis, com instalações fechadas, o próprio Centro Treinamento do Team Brasil está fechado. Neste momento agora é parar, respirar, pensar, se organizar e seguir a vida. E os atletas têm esse potencial de recuperação e motivação muito rápido. Tenho escutado alguns e o sentimento é esse: tirou o peso das costas. Os técnicos estão se organizando porque terão entre 12 a 16 meses para a próxima Olimpíada com o mesmo gás e a mesma vontade de antes”, disse.

O presidente do COB corroborou o posicionamento de José Roberto Guimarães, treinador da seleção feminina de vôlei, que comemorou a suspensão da Olimpíada.

“Exatamente como o Zé Roberto comentou… Nós temos ali 30 e poucos campeonatos mundias ao mesmo tempo em duas semanas. Então um evento como esse tem mega operações, mega problemas, mega logística. Era uma decisão difícil, mas que eles tomaram da maneira acertada e que trouxe alívio ao Comitê Olímpico do Brasil, que foi um dos primeiros do mundo a se manifestar a favor da mudança da data. Agora estamos com mais tranquilidade, com mais tempo para seguir a vida”, comentou.

Nesta quarta-feira, Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), declarou à imprensa que o agendamento dos Jogos é uma questão desafiadora.