CEO de Tóquio-2020 não descarta cancelamento dos Jogos Olímpicos; confira

Apesar da fala, Toshiro Muto disse que os casos de Covid-19 no país estão controlados; até agora, foram computadas 67 infecções de pessoas ligadas à Olimpíada, sendo cinco atletas

  • Por Jovem Pan
  • 20/07/2021 11h32 - Atualizado em 20/07/2021 19h46
EFE / EPA / FRANCK ROBICHONA cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio está marcada para esta sexta-feira

A três dias da realização da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, o CEO de Tóquio-2020, Toshiro Muto, deu a entender que o Comitê Organizador não descarta o cancelamento do evento, caso a capital japonesa sofra com um surto de infectados pelo novo coronavírus. Em entrevista coletiva, o dirigente declarou: “Não podemos prever o que vai acontecer em relação ao número de casos positivos de coronavírus. Continuaremos a discutir se houver um aumento significativo no número deles”, disse Muto, questionado sobre a possibilidade de desistir da Olimpíada. Vale lembrar que, já nesta terça-feira (horário de Brasília), as partidas de softbol começam a ser disputadas. Amanhã, basebol e futebol têm seu pontapé inicial.

Apesar da fala, o CEO disse que os casos de Covid-19 no país estão controlados – até agora, os organizadores do evento computam 67 casos positivos para a doença de pessoas ligadas à Olimpíada, sendo cinco de atletas. “Com relação à infecção, o que acontecerá com o status da infecção não podemos especular. Então o que acontecerá se a infecção se espalhar mais, bem, eu acho que se isso acontecer teremos que fazer uma avaliação completa. Isso é tudo o que posso dizer na atual conjuntura. Tivemos um ‘five-party meeting’ (reunião com representantes do governo local, comitê organizador e COI) outro dia e acertamos que continuaremos a monitorar a situação e, se necessário, faremos outra reunião. No atual estágio, não podemos dizer se a infecção vai se espalhar ou se estará sob controle. Então, quando virmos uma situação concreta, aí consideraremos o assunto”, falou Muto. “Nós concordamos que, baseados na situação do coronavírus, conversaríamos novamente. Nesse momento, os casos podem cair ou subir, então vamos pensar no que fazer quando a situação mudar”, completou.

Mais cedo, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, falou sobre o drama de preparar os Jogos em meio ao caos provocado pela pandemia. “Quando você olha para esta situação em retrospectiva hoje, pode parecer que foi um mar de rosas. Isto está longe de ser verdade. Nos últimos 15 meses, tivemos que tomar decisões diárias com base em situações muito incertas. Tínhamos dúvidas todos os dias. Nós deliberamos e discutimos. Houve noites sem dormir”, declarou o dirigente. “Como todas as outras pessoas no mundo, não sabíamos, eu não sabia, o que o futuro nos reservaria. Alguns perguntaram por que não expressamos essas dúvidas. Alguns interpretaram isso até mesmo como um sinal de que avançamos cegamente a qualquer preço. Nossas dúvidas poderiam ter se tornado uma profecia autorrealizável. Os Jogos Olímpicos poderiam ter se despedaçado. Por isso, tínhamos que guardar essas dúvidas para nós”, completou.