Hóquei sobre grama: Conheça as Leonas, esperança da Argentina para não zerar no ouro em Tóquio

País sul-americano aposta todas as suas fichas na seleção feminina de hóquei sobre grama para não amargar o pior desempenho em Olimpíadas desde Atlatanta-1996

  • Por Jovem Pan
  • 05/08/2021 16h00
Reprodução/Twitter/@LeonasHockeyARGA seleção argentina feminina de hóquei sobre a grama está na final dos Jogos de Tóquio

A Argentina está muito perto de amargar o seu pior desempenho em Olimpíadas desde Atlanta-1996, quando trouxe para casa somente um bronze. Restando três dias para o término da Tóquio-2020, a delegação do país sul-americano tem apenas uma medalha, obtida com o terceiro lugar do time masculino de rúgbi. Ainda assim, há esperança dos “hermanos” em manter o rendimento das últimas quatro edições de Jogos e conquistar, no mínimo, um ouro. A expectativa está toda depositada na seleção feminina de hóquei sobre grama, que fará a final contra a Holanda, na próxima sexta-feira, 6, a partir das 7 horas (de Brasília). As Leonas (leoas, em português) são as queridinhas do povo argentino e, além de ter a missão de tirar a “zica” na capital japonesa, também almejam o título olímpico inédito.

Vice-líder do ranking mundial, a seleção argentina de hóquei sobre grama ficou em sétimo lugar na Copa do Mundo de 2018, em quarto lugar na Pro League de 2019, foi bronze no Troféu dos Campeões de 2018 e são as atuais campeãs Pan-Americanas. Para chegar à decisão da Tóquio-2020, as Leoas passaram na terceira posição do Grupo B, que também tinha Austrália, Espanha, Nova Zelândia, China e Japão. No mata-mata, as argentina superaram a Alemanha por 3 a 0 nas quartas de final. Já na semi, uma vitória de virada sobre a Irlanda por 2 a 1 deu a oportunidade de voltar à uma final de Jogos após nove anos. Até o momento, elas somam duas medalhas de prata, além de outras duas de bronze.

Mas de onde vem a tradição da Argentina no esporte? E qual o motivo para o apelido? Depois de anos competindo contra as potências mundiais, o hóquei sobre grama hermano passou a triunfar no início do Século XX. Liderada por Luciana Aymar, que viria a ser eleita oito vezes a melhor do planeta, a ótima geração argentina encantou a população nas Olimpíadas de Sydney-2000, quando chamou atenção por atacar as adversárias com ímpeto ou, como eles dizem, como uma leoa. Apesar do vice-campeonato para a Austrália, aquela equipe ficou marcada para a história e passou a ganhar vários títulos importantes. Foram dois mundiais (2002 e 2010), três Pan-Americanos (2003, 2007 e 2019) e outras taças a nível continental. No masculino, o sucesso também se repetiu, tendo o auge na Rio-2016, com o título olímpico — no Japão, os homens foram eliminados nas quartas de final.

A missão das mulheres argentinas, porém, não será nada fácil. Isto porque, do outro lado, a Holanda desembarcou em Tóquio como a grande candidata ao título. Presente no pódio das últimas seis Olimpíadas e das últimas seis Copas do Mundo, as holandesas tiveram mais um ciclo dominante no hóquei mundial. Além do título mundial, conquistaram também o Troféu dos Campeões em 2018, a Liga Mundial 2016-2017 e a Pro League de 2019. Líder do ranking mundial, a Holanda ainda ganhou os três títulos do Campeonato Europeu do ciclo. Após a decepção de perder a final da Rio-2016 nos pênaltis, as europeias esperam retornar ao topo na capital japonesa.

Desempenho da Argentina na classificação geral das últimas Olimpíadas

  • Tóquio-2020: 1 medalha de bronze (até o momento).
  • Rio-2016: 3 medalhas de ouro e 1 de prata.
  • Londres-2012: 1 medalha de ouro, 1 de prata e 2 de bronze.
  • Pequim-2008: 2 medalhas de ouro e 4 de bronze.
  • Atenas-2004: 2 medalhas de ouro e 4 de bronze.
  • Sydney-2000: 2 medalhas de prata e 2 de bronze.
  • Atlanta-1996: 2 medalhas de prata e 1 de bronze.
  • Barcelona-1992: 1 medalha de bronze.
  • Seul-1988: 1 medalha de prata e 1 de bronze.

Confira AQUI o quadro de medalhas em tempo real