Nathan Torquato ganha ouro no parataekwondo nas Paralimpíadas de Tóquio

O brasileiro Nathan Torquato, de apenas 20 anos, foi campeão na categoria até 61kg, classe K44, que inclui atletas com deficiência unilateral em um dos membros superiores, sem precisar disputar a final

  • Por Jovem Pan
  • 02/09/2021 10h47
Reprodução/Twitter/@cpbNathan Torquato ganhou medalha de ouro no parataekwondo

O Brasil conquistou a sua quarta medalha de ouro desta quinta-feira, 2, com um roteiro inusitado no parataekwondo. O brasileiro Nathan Torquato, de apenas 20 anos, foi campeão na categoria até 61kg, classe K44, que inclui atletas com deficiência unilateral em um dos membros superiores, sem precisar disputar a final. Estreante em Paralimpíadas, ele levou a melhor em Tóquio num triunfo oficialmente classificado como interrupção do árbitro. Isto porque Homaed Elzayat, do Egito, avançou na semifinal após sofrer um golpe ilegal de Daniil Sidorov, do Comitê Paralímpico Russo, que acabou desclassificado. O egípcio, no entanto, precisou deixar a arena de maca. Ele, é verdade, até voltou, mas sem condições de brigar pelo título.

Na Tóquio-2020, Nathan conquistou o ouro com três vitórias, passando por Parfait Hakizimana, do time de refugiados, Mitsuya Tanaka, do Japão, e Antonino Bossolo, da Itália. “Realmente teve um impasse. A gente ficou esperando oficializar se o atleta do Egito iria poder lutar, a posição do médico e do diretor da WT, ficamos na espera. Demorou um tempo, foi confirmado e só tivemos que formalizar, agora alegria”, disse Rodrigo Ferla, técnico da seleção brasileira de parataekwondo, em entrevista ao SporTV. “É surreal, não consigo expressar com palavras o que eu sinto, sentimento de toda comissão, toda seleção. Olhar para trás para ver o que a gente começou no final de 2017, no meio de um ciclo. Começamos do zero enquanto muitos países estavam na nossa frente e ver tudo que foi construído, tudo que foi planejado corretamente e nos deu esse resultado, acho que é fantástico. O processo foi maravilhoso e a coroação espetacular. É surreal, não consigo expressar”, completou.