Quem são os brasileiros com maiores chances de medalha nas Paralimpíadas de Tóquio

Além de ter dois carros chefes, que são natação e atletismo, o Brasil ainda tem outras modalidades como esperança de subir ao pódio, casos de judô e bocha, além dos esportes coletivos, como futebol e goalball

  • Por Jovem Pan
  • 25/08/2021 08h00 - Atualizado em 25/08/2021 17h09
Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPBDaniel Dias é dono de 24 medalhas paralímpicas

O Brasil é, indiscutivelmente, uma potência paralímpica. Nas última três edições, a delegação brasileira ficou entre as 10 melhores colocadas no quadro de medalhas. Nas Paralimpíadas de Tóquio-2020, iniciadas para começar nesta terça-feira, 24, com a cerimônia de abertura, a tendência é que o país continue no grupo de elite. Além de ter dois carros chefes, que são natação e atletismo, o Brasil ainda tem outras modalidades como esperança de subir ao pódio, casos de judô e bocha, além dos esportes coletivos, como futebol de 5 e goalball. Abaixo, veja quem são os brasileiros com maiores chances de sucesso no Japão.

Natação

A natação brasileira paralímpica costuma ser sinônimo de sucesso. Dono de 24 medalhas paralímpicas, o experiente Daniel Dias tem sede de mais glórias e continua sendo o principal nome do país para a Tóquio-2020. Ainda assim, outros nadadores brasileiros, como Maria Carolina Santiago, Wendell Belarmino e Edênia Garcia vivem a expectativa de faturar o ouro (todos foram campeões no Mundial de 2019). Além deles, Cecília Araújo, Phelipe Rodrigues e Joana Silva também desembarcam na capital japonesa com boa possibilidade de conquistar medalhas. Ao todo, o Brasil terá 36 representantes no Japão.

Atletismo

Com 66 brasileiros, o atletismo é o esporte paralímpico com mais atletas do país. Petrúcio Ferreira, que será o porta-bandeira na cerimônia de abertura, foi o único da delegação a faturar duas medalhas de ouro do Mundial de 2019, realizado em Dubai, e será um dos destaques do Brasil na Tóquio-2020. Além dele, vale prestar atenção em Beth Gomes, Claudiney Batista, Rayane Soares, Júlio César de Oliveira, Thiago Paulino, Daniel Tavares, Thalita Simplício, Jerusa dos Santos, Lucas Prado, Alessandro Rodrigo, João Victor Teixeira e Cícero Valdiran. Todos são atuais campeões mundiais.

Judô

Se Mayra Aguiar e Daniel Cargnin trouxeram medalhas de bronze nas Olimpíadas de Tóquio, o judoca Antônio Tenório (100kg) também promete dar alegria ao povo brasileiro. Tetracampeão paralímpico (Atlanta-1996, Sydney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008), ele foi medalhista de prata na Rio-2016 e bronze em Londres-2012. Fora o veterano, outros oito judocas tentam um lugar ao pódio.

O Brasil é uma das potências no judô paralímpico

O Brasil é uma das potências no judô paralímpico

Futebol de 5

O time de futebol de 5 brasileiro tem a missão de manter a hegemonia nas Paralimpíadas de Tóquio. Nas quatro edições que a modalidade foi disputada, em todas o Brasil saiu com a medalha de ouro. Campeão mundial em 2018, o time vai aos Jogos com Cassio Lopes dos Reis, Damião Robson Sousa Ramos, Gledson da Paixão Barros, Jardiel Vieira Soares, Jefferson da Conceição Gonçalves, Raimundo Nonato Alves Mendes, Ricardo Steinmetz Alves, Tiago da Silva e os goleiros Luan de Lacerda Gonçalves e Matheus da Costa Coelho Bumussa.

Goalball

Esporte exclusivo das Paralimpíadas, o goalball tem o Brasil como uma das potências. Além de liderar o ranking global, a seleção masculina é bicampeã do Mundial e conta com a medalha de prata em Londres-2012, além do bronze na Rio-2016. A expectativa, agora, é de subir ao lugar mais alto do pódio. No feminino, o time tem no currículo títulos nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto (2015) e Lima (2019), além do bronze no Mundial de Malmo, na Suécia, e a terceira posição no ranking geral.

Único esporte exclusivo das Paralimpíadas, goalball tem Brasil como potência

Único esporte exclusivo das Paralimpíadas, goalball tem Brasil como potência

Bocha

Andreza Vitória de Oliveira, Eliseu dos Santos, Ercileide Laurinda, Evani Calado, Evelyn Vieira, José Carlos Chagas, Maciel Santos, Marcelo dos Santos, Mateus Carvalho e Natali de Faria formam o forte time brasileiro de bocha, que tem em Tóquio-2020 a chance de se consolidar com uma potência paralímpica.

Tiro com arco/Tiro

Jane Karla, do arco composto, garantiu a primeira vaga para o Brasil através do Mundial de 2019, onde terminou na sexta posição. A atleta é, sem dúvida nenhuma, uma candidata a subir no pódio na modalidade. Já no tiro esportivo, Alexandre Galgani foi prata na Copa do Mundo, disputada nos Emirados Árabes, e vai com moral para os Jogos.

Canoagem

Nas últimas duas Olimpíadas, a canoagem brasileira brilhou sob o talento de Isaquias Queiroz. Nas Paralimpíadas, o sucesso está nos braços de Luís Carlos Cardoso, Debora Raiza Ribeiro, Fernando Rufino e Caio Ribeiro, que vão tentar manter o país em alta na modalidade.

Parataekwondo

Segunda colocada no ranking mundial, a lutadora Débora Menezes, da categoria até 58 kg, tem tudo para subir ao pódio nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Silvana Fernandes (58 kg) e Nathan Torquato (61 kg) são outros atletas do Brasil, que tentam surpreender em solo japonês.

O Brasil terá 3 representantes no parataekwondo

O Brasil terá 3 representantes no parataekwondo

Halterofilismo

Se nas Olimpíadas o Brasil passa longe de ser uma potência no halterofilismo, nos Jogos Paralímpicos o sucesso é praticamente garantido. O grande destaque é Evânio Rodrigues da Silva, único medalhista brasileiro no esporte com a prata na Rio-2016. Ele puxa a a fila de brasileiros que estão entre os melhores do ranking em suas respectivas categorias: João Maria França Júnior (até 49kg), Bruno Carra (até 54 kg), Ailton Bento de Souza (até 80kg), Evânio Rodrigues da Silva (até 88 kg), Mateus de, Assis Silva (até 107 kg), Lara Aparecida de Lima (até 41 kg) e Mariana D’Andrea (até 73 kg).

O halterofilismo brasileiro paralímpico tem boas chances de medalha na Tóquio-2020

O halterofilismo brasileiro paralímpico tem boas chances de medalha na Tóquio-2020

Hipismo

Apesar de ter apenas dois esportistas no hipismo, a modalidade pode render medalhas ao Brasil. O experiente Mas Riskalla, que já liderou o ranking mundial, e Sérgio Oliva, dono de dois bronzes na Rio-2016, são esperanças de sucesso na Tóquio-2020.