Revezamento da tocha paralímpica começa em Tóquio sem a presença de público

A chama paralímpica não será levada por vias públicas, como medida de segurança para evitar aglomerações, diante da propagação do novo coronavírus, que está atingindo níveis recordes no Japão nas últimas semanas

  • Por Jovem Pan
  • 20/08/2021 11h05 - Atualizado em 20/08/2021 18h12
Reprodução/Twitter/@Tokyo2020Revezamento da tocha paralímpica começa em Tóquio sem a presença de público

A quatro dias do início das Paralimpíadas de Tóquio-2020, o revezamento da tocha foi iniciado nesta sexta-feira, 20, na capital japonesa. Assim como nas Olimpíadas, o tradicional evento está sendo realizado sem o acompanhamento do público devido ao aumento no número de casos e mortes em decorrência do novo coronavírus no Japão. A primeira parte da condução do símbolo paralímpico aconteceu em uma pista de atletismo a céu aberto e feita logo após as chamas acendidas nos 62 municípios da região metropolitana de Tóquio terem sido unidas para formar uma única. “Os Jogos de Tóquio não serão um êxito sem o êxito dos paralímpicos”, disse a governadora da região, Yuriko Koike, também se referindo aos Jogos Olímpicos, realizados de 23 de julho até o último dia 8.

A chama paralímpica não será levada por vias públicas, como medida de segurança para evitar aglomerações, diante da propagação do novo coronavírus, que está atingindo níveis recordes no Japão nas últimas semanas. Cerca de 700 pessoas participaram do ato, que consistiu na condução da tocha por curtos trechos de 30 a 50 metros, em instalações sem a presença de espectadores. Nesta quinta-feira, o país asiático registrou o maior número de casos positivos para covid-19 desde o início da pandemia: 25.155 A região metropolitana de Tóquio, que abrange a capital japonesa, é a mais afetada e teve mais de cinco mil casos pelo terceiro dia consecutivo. A grande preocupação é com a variante Delta, já dominante na área. Por causa disso, assim como aconteceu nos Jogos Olímpicos, o evento paralímpico não terá a presença de público nas competições, com exceção de alguns estudantes que participam de um polêmico programa respaldado pelo governo do país.

*Com informações do Estadão Conteúdo