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África do Sul lamenta que alguns ‘queiram punir’ o Brics após as ameaças de Trump

Composto por 11 grandes países emergentes, incluindo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o Brics 'não busca competir com outras potências', afirmou Cyril Ramaphosa

Luisa Cardoso

Brics Rio de Janeiro
Brics Rio de Janeiro Ricardo Stuckert / PR

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, lamentou nesta segunda-feira (7) que alguns “queiram punir” o Brics, após as ameaças do presidente americano, Donald Trump, de impor mais tarifas ao bloco de países emergentes. No Rio de Janeiro, Cyril Ramaphosa chamou de “decepcionante” que a cúpula do Brics possa ser vista “de forma negativa”, em entrevista à emissora pública sul-africana SABC. “Qualquer país que se alinhe às posições políticas antiamericanas do Brics estará sujeito a uma taxa alfandegária ADICIONAL de 10%. Não haverá exceção a essa política”, ameaçou o presidente americano no dia anterior em sua plataforma Truth Social. “É realmente decepcionante que, após uma iniciativa coletiva tão positiva como a do Brics, alguns possam percebê-la de forma negativa e querer punir aqueles que participam”, reagiu o presidente sul-africano nesta segunda-feira.

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Composto por 11 grandes países emergentes, incluindo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o Brics “não busca competir com outras potências”, afirmou Cyril Ramaphosa, que tenta se apresentar como um porta-voz do “Sul global”. “Não deve haver vingança ou retaliação contra países que buscam cooperar e promover os interesses da humanidade”, disse o presidente sul-africano, cujo país propôs um acordo comercial para evitar as tarifas alfandegárias. “A lei do mais poderoso não pode se tornar a regra”, acrescentou Cyril Ramaphosa.

Publicado por Luisa Cardoso
*Com informações da AFP

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