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Assembleia Geral da ONU pede o fim do bloqueio dos EUA contra Cuba

A resolução, que pede desde 1992 o levantamento do embargo econômico, comercial e financeiro, recebeu 165 votos a favor, 7 contra (incluindo Estados Unidos, Israel, Ucrânia, Argentina e Paraguai) e 12 abstenções

Fernando Keller

Fotografia de veículos nesta sexta-feira, em Havana (Cuba).
Vida diaria en Cuba Ernesto Mastrascusa/EFE

A Assembleia Geral da ONU adotou, nesta quarta-feira (29), por ampla maioria, uma nova resolução que pede o fim do embargo dos Estados Unidos contra Cuba, cuja ofensiva diplomática conseguiu desviar votos de Havana. A resolução, que pede desde 1992 o levantamento do embargo econômico, comercial e financeiro, recebeu 165 votos a favor, 7 contra (incluindo Estados Unidos, Israel, Ucrânia, Argentina e Paraguai) e 12 abstenções. Trata-se de uma maioria expressiva, porém menor do que nos últimos anos, quando a média de apoio à resolução girava em torno de 190 votos. A resolução da ONU não apenas condena o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba desde 1960, como também insta Washington a revogar toda a rede de leis que proíbem, por exemplo, a ilha caribenha de comprar bens estrangeiros com dólares.

Nos dias que antecederam a reunião em Nova York, Cuba denunciou os Estados Unidos por lançarem uma campanha “difamatória” e “mentirosa” para pressionar os países latino-americanos e europeus a não apoiarem a resolução. Parte do debate deste ano girou em torno da acusação dos Estados Unidos de que Cuba enviou militares para lutar ao lado da Rússia na invasão da Ucrânia.

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Em 2024, a resolução recebeu 187 votos a favor, dois contra (Estados Unidos e Israel) e uma abstenção (Moldávia). Este ano, além dos votos contrários da Argentina e do Paraguai, houve duas abstenções na América Latina: Costa Rica e Equador.

*Com informações da AFP
Publicado por Fernando Dias

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