Candidato da esquerda na Colômbia busca apoio de outras correntes para tentar vencer no 1º turno
O candidato de esquerda Gustavo Petro, favorito para vencer as eleições presidenciais na Colômbia, que terá o primeiro turno no próximo domingo, 29, tenta obter apoio de outros partidos e correntes políticas nesta última semana de campanha. Seu objetivo é tentar vencer sem ir para um segundo turno. Na última segunda-feira, 23, Petro recebeu apoio de Luis Ernesto Gómez, ex-secretário de governo da prefeitura de Bogotá, capital do país, que renunciou no final de semana após dizer que “a Colômbia está, mais uma vez, em uma encruzilhada” e que a “coerência” o levou a tomar essa decisão. “Há quatro anos, no segundo turno presidencial, acompanhei Gustavo Petro com a convicção de que não podemos rasgar a paz em pedaços”, declarou Gómez em um anúncio ao lado do candidato de esquerda, no qual garantiu que, agora que “está claro que a guerra voltou”, junta-se à campanha já no primeiro turno.
Gómez era um dos homens fortes da prefeita de Bogotá, Claudia López, que tem sido uma das críticas ferozes de Petro, uma vez que apoia o candidato centrista Sergio Fajardo, embora não possa fazê-lo explicitamente porque a lei colombiana proíbe qualquer funcionário eleito de expressar seu favoritismo eleitoral. Juntamente com Gómez, “duas das maiores votações do país”, como Petro os definiu, também declararam apoio a ele: os deputados Duvalier Sánchez e Catherine Juvinao, eleitos pela Alianza Verde no último dia 13 de março.
O movimento deixa clara a fratura do partido verde colombiano, do qual uma parte se juntou à campanha de Petro desde o início da corrida presidencial pelas mãos do ex-governador de Nariño, Camilo Romero, que concorreu contra Petro nas consultas do partido e continua a apoiá-lo. O restante do movimento verde está na Coalizão Centro Esperanza, cujo candidato é Sergio Fajardo, que atualmente aparece com apenas 5% das intenções de votos nas pesquisas.Petro, que na última pesquisa de intenções de voto aparecia com 13 pontos acima do segundo colocado, Federico Gutiérrez, tenta nesta ocasião mostrar uma proposta mais aberta, deixando de lado sua posição ideológica mais à esquerda para poder ser eleito presidente no primeiro turno no próximo domingo, feito só alcançado por seu rival, Álvaro Uribe, nas duas ocasiões em que disputou, 2002 e 2006. Petro pode se tornar o primeiro presidente de esquerda na Colômbia e jogará seu destino contra Gutiérrez, ex-prefeito de Medellín, e também contra o populista Rodolfo Hernández, que subiu notavelmente nas últimas pesquisas.
*Com informações da EFE
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Eliseu Caetano
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