Coordenador da ONU acusa o Hamas de prejudicar operações humanitárias
O coordenador especial adjunto da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Ramiz Alakbarov, acusou o Hamas de prejudicar a entrega de ajuda humanitária em Gaza e advertiu que as ações do movimento islamista palestino deixam as operações cada vez mais perigosas.
O Hamas continua controlando parte da Faixa de Gaza, apesar da notória presença do Exército israelense no território.
Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (13), Alakbarov condenou “com a maior firmeza” os obstáculos às operações humanitárias atribuídos às autoridades de fato de Gaza, em uma referência ao Hamas.
Segundo ele, as ações “colocaram em perigo os trabalhadores humanitários, intimidaram os funcionários responsáveis por distribuir ajuda alimentar vital e perturbaram operações essenciais”.
Os incidentes ocorreram no sábado em um ponto de distribuição em Jabaliya, no norte da Faixa, onde supostamente homens armados ligados ao Hamas invadiram o local.
Segundo o comunicado da ONU, vários combatentes “também entraram em um armazém do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e supostamente agrediram dois motoristas de caminhão que entregavam ajuda humanitária”.
Alakbarov destacou que os incidentes “não foram isolados”, e sim o contrário, “evidenciam uma tendência cada vez mais preocupante de intimidações, violência e obstáculos” às operações humanitárias.
O grupo islamista palestino chamou as acusações de “infundadas”.
“A polícia e as forças de segurança continuam protegendo os caminhões de ajuda humanitária e os centros de distribuição, e facilitando o trabalho das organizações internacionais, sem tolerar nenhum ataque”, declarou à AFP uma fonte do Ministério do Interior de Gaza, dirigido pelo Hamas.
Por sua vez, o COGAT, órgão israelense vinculado ao Ministério da Defesa e responsável por questões civis nos territórios palestinos, atacou o Hamas após as acusações.
“Isto é mais uma prova de que o Hamas se aproveita de forma cínica do âmbito humanitário e da ajuda destinada aos residentes da Faixa de Gaza em benefício próprio”, afirmou o COGAT em um comunicado.
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