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Debate sobre redes sociais reacende na França após streamer ser torturado e morto durante live

Raphaël Graven, conhecido como Jean Pormanove, ficou famoso ao participar de transmissões em que era alvo de agressões físicas e psicológicas; prática, chamada de 'trauma porn', vinha sendo denunciada por especialistas

Agência Estado

O streamer Graven chegou a declarar que recebia até 6 mil euros mensais com as transmissões,
SaveClip.App_334607963_1266760640934677_5661509038605915290_n Reprodução/Instagram/@jeanpormanove

A morte do streamer francês Raphaël Graven, de 46 anos, conhecido como Jean Pormanove ou “JP”, voltou a levantar questionamentos na França sobre a falta de controle das plataformas digitais. Ele foi encontrado morto na madrugada de segunda-feira (18), durante uma transmissão ao vivo que já durava 298 horas na plataforma australiana Kick. Nas imagens, Pormanove aparece inerte, sob um edredom, com marcas no rosto. Colegas de transmissão tentaram acordá-lo de forma agressiva, atirando objetos e desferindo pontapés, mas pouco depois a live saiu do ar.

A polícia de Nice, no sul do país, investiga o caso como suspeita de maus-tratos. Graven havia se tornado conhecido por realizar transmissões de “desafios extremos”, em que era submetido a agressões físicas e psicológicas diante das câmeras, prática apelidada por especialistas de “trauma porn”. Ele acumulava mais de 500 mil seguidores em diferentes redes, incluindo TikTok, Twitch e Kick.

Dois colegas de JP, identificados como “Narutovie” e “Safine”, já haviam sido detidos em janeiro, após denúncias de que o streamer era sufocado, agredido e insultado durante as transmissões. Outro integrante do grupo, conhecido como “Coudoux”, que tem deficiência física, também aparecia em vídeos sendo alvo de humilhações. Apesar das imagens, as supostas vítimas negaram violência e afirmaram à polícia que tudo era encenado com o objetivo de atrair notoriedade e gerar receita.

Segundo os investigadores, Graven chegou a declarar que recebia até 6 mil euros mensais com as transmissões, enquanto Coudoux relatou ganhos de até 2 mil euros. O caso ganhou repercussão nacional após a ministra de Assuntos Digitais da França, Clara Chappaz, classificar o episódio como “horror absoluto” e anunciar que vai denunciá-lo à Arcom, agência que regula conteúdos midiáticos, e ao Pharos, plataforma de combate a crimes virtuais do governo francês.

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A plataforma Kick, acusada de falhas na moderação de conteúdo, anunciou nesta quarta-feira (20) que todos os streamers envolvidos foram banidos e que fará uma “reavaliação completa” de seus serviços no país.

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Publicada por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA