Depois da vacina de Oxford, imunizante da Johnson também é relacionado a casos de trombose
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou nesta sexta-feira, 9, que está revisando a vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson após serem reportados quatro casos graves de tromboembolia venosa nos Estados Unidos. Uma pessoa teria morrido devido à formação desses coágulos, que acabam obstruindo as veias. Em nota, a entidade afirma que ainda não está claro se há uma associação causal entre o imunizante e esses quadros clínicos, mas assegura que fará uma investigação antes de decidir se será emitida ou não alguma ação regulatória. Atualmente, a vacina da Janssen não é utilizada em nenhum país da União Europeia, mas a EMA já autorizou o seu uso emergencial no dia 11 de março. As primeiras unidades, que possuem a vantagem de serem aplicadas em uma única dose, começariam a ser distribuídas na semana que vem. A Johnson & Johnson também se pronunciou sobre os casos detectados nos Estados Unidos. “Nosso atento monitoramento sobre os efeitos colaterais revelou um número limitado de eventos muito raros após a vacinação. No momento, não foi estabelecida uma clara relação causal entre esses eventos raros e a vacina da Janssen”, informou a empresa.
Recentemente, a Agência Europeia de Medicamentos reconheceu a existência de “uma possível ligação” entre a vacina de Oxford, fabricada pela AstraZeneca, e os problemas de coágulo sanguíneo ou níveis baixos de plaquetas sanguíneas que foram detectados em diversos países. No entanto, a entidade considerou que se trata de um efeito colateral “muito raro” e que o balanço entre riscos e benefícios permanece positivo, reforçando assim a sua recomendação de uso do imunizante. Ainda assim, países como a Alemanha, o Canadá, a Espanha e a Holanda decidiram suspender a aplicação dessas vacinas em adultos, que parece ser a faixa etária em que o problema é mais recorrente.
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