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Desabamento em castelo, queda de chaminé gigante: os danos do terremoto no Japão

O tremor, de magnitude 7,1, atingiu a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, e provocou cortes de energia, suspensão de serviços ferroviários, desabamentos, incêndios e danos em estradas e pontes

Fernando Keller*

Uma parede danificada é vista na lateral do Aeon Mall Kumamoto após um terremoto em Kashima, em 28 de julho de 2026. Temia-se que "muitas pessoas" estivessem presas em um shopping center atingido no Japão no final do dia 28 de julho, segundo as autoridades, após um forte terremoto derrubar prédios, provocar incêndios e deixar, segundo relatos, mais de 100 feridos. (Foto de JIJI Press / AFP) / Proibida a distribuição no Japão
Uma parede danificada é vista na lateral do Aeon Mall Kumamoto após um terremoto em Kashima, em 28 de julho de 2026. Temia-se que "muitas pessoas" estivessem presas em um shopping center atingido no Japão no final do dia 28 de julho, segundo as autoridades, após um forte terremoto derrubar prédios, provocar incêndios e deixar, segundo relatos, mais de 100 feridos. (Foto de JIJI Press / AFP) / Proibida a distribuição no Japão JIJI Press / AFP

Um dos castelos mais antigos do Japão sofreu danos durante o terremoto que atingiu o arquipélago nesta terça-feira (28). Parte da estrutura da parede de pedra do Castelo Kumamoto desabou, segundo o New York Times. A construção do edifício foi concluída em 1607.

O terremoto, de magnitude 7,1, atingiu a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, e provocou cortes de energiasuspensão de serviços ferroviáriosdesabamentosincêndios e danos em estradas e pontes, segundo as autoridades japonesas.

Segundo a universidade local, o local é descrito como o símbolo de Kumamoto. Nas redes sociais, a administração do local avisou que o castelo seria fechado hoje e pediu que as pessoas priorizassem a sua segurança antes de qualquer coisa.

Uma imagem mostra uma parede desabada do Castelo de Kumamoto, na cidade de Kumamoto (província de Kumamoto), em 28 de julho de 2026. Às 16h27, um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a região de Kyushu, na parte ocidental da ilha principal do arquipélago japonês. Segundo a JMA, a intensidade sísmica máxima foi de 7 — o nível mais alto na escala japonesa — e o epicentro localizou-se na cidade de Uki, província de Kumamoto, a uma profundidade de aproximadamente 10 quilômetros. Além disso, foram emitidos alertas de tsunami para diversas áreas, e a JMA anunciou a ocorrência de movimento do solo de longo período de classe 4. (The Yomiuri Shimbun) (Foto de Yukari Nakamura / The Yomiuri Shimbun via AFP)
Foto de Yukari Nakamura / The Yomiuri Shimbun via AFP

Na cidade de Kashima, o segundo andar do shopping Aeon colapsou e prendeu um número desconhecido de pessoas. Segundo a agência de notícias Kyodo, aproximadamente 20 a 30 funcionários do estabelecimento estão desaparecidos e outros foram resgatados dos escombros e levados ao hospital. Um templo do castelo Yatsushiro também desabou, conforme mostrou a rede de televisão japonesa Nippon TV.

O desabamento no shopping teria deixado um “número considerável” de mortos, segundo a AFP, mas ainda não há um balanço consolidado.

Segundo a Primeira-Ministra Sanae Takeichi, há relatos de danos a estradas, prédios e pontes, assim como apagões e focos de incêndio. A rede de notícias pública do Japão, NHK, reportou que uma explosão foi relatada por testemunhas após o tremor. Uma câmera de segurança de um automóvel registrou o momento da explosão.

Os trens-bala de Shinkansen e composições locais tiveram sua circulação suspensa, além do aeroporto Aso Kumamoto, que foi fechado sem perspectiva de reabertura.

Ainda segundo a NHK, um hospital reportou 50 feridos, enquanto outro reportou 40, com 10 em estado grave. Várias pessoas teriam se machucado em trem-bala no momento do tremor, de acordo com a agência.

As imagens do canal de notícias também mostraram diversos prédios colapsados e ruas rachadas, incluindo uma fábrica de papel da empresa Nippon Paper, cuja chaminé desabou sobre a edificação.

Uma chaminé da fábrica da Nippon Paper Industries em Yatsushiro aparece caída após um terremoto na cidade de Yatsushiro, província de Kumamoto, Japão, em 28 de julho de 2026. Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o tremor atingiu a província de Kumamoto por volta das 16h27 daquele dia, alcançou a intensidade máxima de 7 na escala sísmica japonesa, ocorreu a uma profundidade de cerca de 10 quilômetros e teve magnitude estimada em 7,1. (The Yomiuri Shimbun) (Foto de Michihiro Kawamura / The Yomiuri Shimbun via AFP)
Foto de Michihiro Kawamura / The Yomiuri Shimbun via AFP

Operação nuclear não sofreu danos

Apesar da intensidade do tremor, o órgão regulador nuclear do Japão informou que não foram identificadas anormalidades nas usinas do país. A Kyushu Electric Power também afirmou que as centrais nucleares de Sendai e Genkai seguem operando normalmente, sem registro de danos.

Autoridades mantêm o alerta para possíveis tremores secundários. Localizado no Anel de Fogo do Pacífico, o Japão está entre os países com maior atividade sísmica do mundo e concentra cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou superior registrados globalmente. Em 2016, um forte terremoto na mesma província de Kumamoto deixou 275 mortos e 2.739 feridos, segundo dados oficiais.

*Com informações da AFP