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Durante encontro da Otan na Turquia, Trump afirma que cessar-fogo com o Irã ‘acabou’

Presidente norte-americano disse que negociar com Teerã é 'perda de tempo'

AFP

O presidente dos EUA, Donald Trump, reage durante reunião com o secretário-geral da OTAN à margem da cúpula da OTAN em Ancara, em 8 de julho de 2026.
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião com o secretário-geral da OTAN à margem da cúpula da OTAN em Ancara, em 8 de julho de 2026. AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que considera encerrado o cessar-fogo com o Irã após a escalada de ataques entre Washington e a República Islâmica.

Trump classificou o Irã como “escória” e disse que o país é liderado por “pessoas doentes”, depois que os Estados Unidos realizaram ataques contra alvos iranianos durante a noite, e após a Guarda Revolucionária afirmar uma ação retaliatória, atingindo bases militares americanas no Golfo.

As declarações do presidente americano provocaram reação no mercado, com os preços do petróleo registrando alta de cerca de 5%. “Acho que acabou. Não quero mais lidar com eles, são escória“, declarou Trump durante uma cúpula da OTAN, em Ancara, na Turquia, ao ser questionado sobre o futuro da trégua. “São pessoas doentes, lideradas por pessoas doentes. São cruéis e violentos. Se tivessem uma arma nuclear, a usariam.”

Em seguida, reforçou sua posição: “No que me diz respeito, acabou.” Trump disse que ainda conversaria com o empresário e negociador Steve Witkoff e com seu genro, Jared Kushner, que participam dos contatos com representantes iranianos. No entanto, afirmou que cabe a Teerã retomar as negociações.

“Na minha opinião, negociar com eles é perda de tempo. Eles são mentirosos”, afirmou. O presidente também acusou o governo iraniano de distorcer os termos do cessar-fogo firmado entre os dois países em 17 de junho. Segundo Trump, o acordo previa que o Irã não desenvolveria armas nucleares.

“Todos concordaram: nada de armas nucleares. Fizemos um acordo. Depois eles aparecem e dizem à imprensa que nunca conversaram sobre isso. Há algo de errado com eles. Eles são malucos”, concluiu.