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Eduardo Bolsonaro muda tom e fala em ‘otimismo’ sobre conversa Lula e Trump

Os presidentes dos EUA e do Brasil conversaram na terça-feira (2) por meio de ligação telefônica sobre economia, crime organizado e outros assuntos

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PGR pede abertura de inquérito para investigar atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA contra autoridades brasileiras
PGR pede abertura de inquérito para investigar atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA contra autoridades brasileiras WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) mudou o tom ao comentar a ligação telefônica entre o chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O parlamentar disse ter recebido com “otimismo” a informação de que os líderes conversaram na terça-feira (2).

“Confiamos na liderança do presidente Trump para negociar com o Brasil um entendimento que proteja os interesses estratégicos dos Estados Unidos no hemisfério e, ao mesmo tempo, reconheça a urgência da restauração das liberdades civis e do Estado de direito para o povo brasileiro”, escreveu o deputado em seu perfil no X (ex-Twitter). Eduardo Bolsonaro também declarou que o diálogo “franco” entre o Brasil e os EUA “pode abrir caminhos importantes”.

Ainda na publicação, o deputado voltou a falar sobre a existência de uma instabilidade no Brasil. “Qualquer avanço real nas relações bilaterais exige enfrentar, com honestidade, a atual crise institucional e reafirmar a liberdade como fundamento essencial entre nações democráticas”, disse.

Atualmente, Eduardo Bolsonaro é réu em inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) por coação no curso do processo, abolição do Estado democrático de direito, obstrução e organização criminosa. O processo foi aberto após pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para apurar as ações do deputado durante a sua permanência nos Estados Unidos.

Segundo a petição, articulações de Eduardo Bolsonaro com a Casa Branca resultaram nas sanções dos EUA contra autoridades brasileiras e na imposição de tarifas a produtos importados do Brasil aos Estados Unidos. A PGR considera que a conduta do deputado tinha como objetivo pressionar e intimidar o STF antes do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro.