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EUA criticam políticas ‘irresponsáveis’ de Petro e colocam em dúvida renovação de missão da ONU na Colômbia

Medida ocorreu depois que o presidente colombiano pediu ao Exército americano que 'desobedecesse', durante um discurso em ato pró-Palestina paralelo à Assembleia Geral da ONU, em Nova York

Sarah Américo

Gustavo Petro durante discurso na Quinta de San Pedro Alejandrino, em Santa Marta
Petro comienza "conversaciones fuera de Colombia" con la principal banda criminal del país Carlos Ortega/EFE

Os Estados Unidos criticaram nesta sexta-feira (3) as políticas do presidente colombiano, Gustavo Petro, classificando-as como “irresponsáveis”, e colocaram em dúvida a renovação do mandato da missão política da ONU no país sul-americano. A tensão entre Washington e Bogotá se intensificou após a revogação do visto de Petro, na semana passada. A medida ocorreu depois que o presidente colombiano pediu ao Exército americano que “desobedecesse”, durante um discurso em ato pró-Palestina paralelo à Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Em reunião do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador americano Mike Waltz afirmou que as políticas de Petro “levaram a Colômbia a uma maior instabilidade e violência” e acusou o governo de “minar o progresso rumo a uma paz duradoura”. Waltz também criticou a Missão de Verificação da ONU na Colômbia, criada em 2017 para monitorar o processo de paz com as Farc, acusando-a de ampliar seu escopo “para refletir excessivamente prioridades políticas”, como o apoio a minorias étnicas. Segundo ele, os EUA estão avaliando se continuarão apoiando a iniciativa, cujo mandato expira no fim de outubro.

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Apesar das críticas, a maioria dos representantes na reunião destacou a importância da missão, sobretudo diante do risco de violência política em meio à aproximação das eleições presidenciais de 2026. O novo chefe da operação, Miroslav Jenca, ressaltou que a equipe tem atuado na prevenção de incidentes de segurança e na proteção de civis e ex-combatentes. A embaixadora colombiana na ONU, Leonor Zalabata, defendeu a renovação do mandato como “um ato de apoio à Colômbia e ao seu povo”. Já a chanceler do país não participou da sessão, após abrir mão de seu visto americano em meio às tensões diplomáticas.

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*Com informações da AFP