EUA já deportaram 10 mil imigrantes desde o início da pandemia
O governo dos Estados Unidos expulsou 10 mil imigrantes do país desde o início da crise da covid-19, sob regulamentos de emergência adotados para evitar a propagação do novo coronavírus, revelou nesta quinta-feira (9) o jornal “The Washington Post”.
O periódico, que cita funcionários da Fiscalização de Alfândega e Proteção das Fronteiras dos Estados Unidos (CBP), diz que as deportações sumárias e as expulsões começaram a ser aplicadas em 21 de março.
Sob medidas emergenciais de saúde pública, as autoridades de fronteira repatriaram imigrantes indocumentados para o México, contornando os procedimentos normais da lei de imigração.
O “Washington Post” detalhou que a CBP tem atualmente menos de 100 pessoas sob sua custódia, um número que contrasta com as quase 20 mil pessoas detidas no mesmo período do ano passado. “Aqueles que não estão documentados ou não têm documentos ou autorização são rejeitados”, disse o comissário interino do CBP, Mark Morgan, citado pelo jornal.
De acordo com estimativa de Morgan, as expulsões rápidas seguraram as travessias para os Estados Unidos em 56%, levando a imigração ilegal ao seu ponto mais baixo em décadas. As portas também foram fechadas para os requerentes de asilo. “Não se trata de imigração, mas de saúde pública e apresentar estratégias agressivas de mitigação e contenção”, argumentou o comissário.
No dia 18 de março, Trump confirmou que negaria a entrada no país a todos os requerentes de asilo devido à crise do coronavírus. A medida abrange as fronteiras mexicana e canadense e permite às autoridades remover imigrantes sem documentos nos EUA sem qualquer período de detenção ou o devido processo.
Dois dias depois, o ministro de Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, informou que seu país acolheria migrantes da América Central deportados pelos americanos.
*Com informações da EFE
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