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EUA instam funcionários a deixar a embaixada em Israel em meio a ameaças do Irã

Secretário de Estado americano, Marco Rubio, viajará na segunda-feira a Israel para conversas com as autoridades sobre as 'prioridades regionais'

Sarah Américo

Trump durante discurso em Davos
Trump durante discurso em Davos The White House

Os Estados Unidos recomendaram, nesta sexta-feira (27), a saída de funcionários não essenciais do governo de sua embaixada em Israel, em meio a ameaças de um ataque americano ao Irã que fazem temer uma explosão de violência regional.

O anúncio ocorre um dia após uma terceira rodada de negociações entre Irã e EUA sob mediação de Omã, considerada uma última tentativa de evitar uma guerra.

Washington quer impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, um temor das potências ocidentais, negado repetidamente por Teerã.

O jornal The New York Times informou nesta sexta-feira que o embaixador americano em Israel, Mike Huckabee, enviou um e-mail ao pessoal da embaixada afirmando que aqueles que desejassem partir deveriam “fazê-lo HOJE”.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, viajará na segunda-feira a Israel para conversas com as autoridades sobre as “prioridades regionais”, incluindo o Irã. Em 19 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato de “10 a 15 dias” para decidir se era possível chegar a um acordo ou se recorreria à força.

Por ora, Washington realizou a maior mobilização militar em décadas na região, que inclui dois porta-aviões. Um deles é o USS Gerald Ford, o maior do mundo, que partiu de Creta na quinta-feira e deve chegar à costa israelense.

O Ministério das Relações Exteriores britânico anunciou igualmente a transferência de parte de seu pessoal diplomático em Tel Aviv, onde funciona sua embaixada, para “outro local dentro de Israel”. O ministério homônimo alemão desaconselhou “urgentemente” nesta sexta-feira as viagens de seus cidadãos a Israel. A China também instou seus cidadãos nesta sexta-feira a saírem do Irã “o mais rápido possível”, enquanto o Ministério das Relações Exteriores britânico anunciou a retirada de seu corpo diplomático do país.

O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, disse nesta sexta-feira que está “alarmado” com o risco de uma “escalada militar regional e suas consequências para a população civil”.

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*AFP