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EUA matam três pessoas em ataque a embarcações venezuelanas e retiram certificação antidrogas da Colômbia

Operação no Mar do Caribe ocorreu em águas internacionais, em ação justificada pela Casa Branca como parte de do combate ao narcotráfico; Nicolás Maduro e Gustavo Petro criticaram governo Trump

Felipe Cerqueira

Captura de vídeo da conta @realDonaldTrump no Truth Social do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrando uma embarcação no mar Caribe
EE.UU. ataca segunda lancha con tres presuntos narcotraficantes venezolanos, dice Trump EFE/Truth Social/@realdonaldtrump

Washington realizou, pela segunda vez em uma semana, ataques a embarcações provenientes da Venezuela no Caribe, resultando na morte de três pessoas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a ação nesta segunda-feira (15), afirmando que os mortos eram “narcoterroristas venezuelanos” e que o ataque fazia parte de operações contra cartéis de drogas. A Casa Branca justifica as ações como parte do combate ao narcotráfico, mas críticos questionam a legalidade das operações.

Os ataques ocorreram em águas internacionais antes de qualquer abordagem ou inspeção das embarcações, procedimento padrão para confirmar a presença de drogas. Especialistas em direito internacional apontam que ataques fora de áreas nacionais só são permitidos se houver ameaça direta à segurança, como pirataria.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, classificou a operação americana como uma “agressão completa” e afirmou que os canais de comunicação com os EUA estão “completamente rompidos”. Segundo Maduro, seu país não cederá a “ameaças e coerção”. O episódio aumenta a tensão diplomática na região e segue um mês após os EUA anunciarem uma ampla operação naval no Caribe, próxima à costa venezuelana, com navios da Marinha e fuzileiros navais, incluindo a interceptação de barcos pesqueiros venezuelanos.

Impacto na Colômbia

A escalada americana também afeta a Colômbia. Nesta segunda-feira, o presidente colombiano, Gustavo Petro, anunciou que os EUA retiraram a certificação de aliado na luta contra as drogas do país, avaliação anual que garante cerca de US$ 380 milhões em recursos. Segundo Washington, a decisão decorre do aumento da produção de cocaína e do descumprimento das obrigações antidrogas do país sul-americano.

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Em 2025, a Colômbia apreendeu 700 toneladas de cocaína e destruiu 4.570 laboratórios clandestinos, recordes históricos, mas os EUA consideram que as ações do governo não são suficientes para conter os cartéis e grupos armados ligados ao tráfico, como o Clã do Golfo, ELN e dissidências das Farc. Para Petro, a retirada da certificação e o deslocamento de navios americanos no Caribe representam uma afronta ao país, ao mesmo tempo que reforçam divergências sobre estratégias de combate ao narcotráfico na região.

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*Reportagem produzida com auxílio de IA