EUA revogam visto de Jorge Messias, advogado-geral da União
Nesta segunda-feira (22), o governo dos Estados Unidos revogou o visto de entrada nos EUA do advogado-geral da União, Jorge Messias. Em resposta, Jorge Messias confirmou a decisão do governo Trump, que segundo ele, “agrava um desarrazoado conjunto de ações unilateral”. “As mais recentes medidas aplicadas pelo governo dos EUA contra autoridades brasileiras e familiares agravam um desarrazoado conjunto de ações unilaterais, totalmente incompatíveis com a pacífica e harmoniosa condução de relações diplomáticas e econômicas edificadas ao longo de 200 anos entre os dois países. Diante desta agressão injusta, reafirmo meu integral compromisso com a independência constitucional do nosso Sistema de Justiça e recebo sem receios a medida especificamente contra mim dirigida. Continuarei a desempenhar com vigor e consciência as minhas funções em nome e em favor do povo brasileiro”, declarou o advogado-geral da União.
Os Estados Unidos ampliaram a lista de autoridades brasileiras alvo de restrições diplomáticas. Em julho, o governo americano suspendeu os vistos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e de outros sete integrantes da Corte: o presidente, Luís Roberto Barroso; o vice-presidente, Edson Fachin; além de Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. A medida se soma à pressão já exercida sobre Moraes, que recentemente também foi incluído, junto com a esposa, nas sanções da chamada Lei Magnitsky.
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As restrições não se limitaram ao Judiciário. Também tiveram os vistos revogados o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o secretário do Ministério da Saúde, Mozart Júlio Tabosa Sales; e o ex-funcionário do governo brasileiro Alberto Kleiman. Ficaram de fora da lista três ministros do STF: André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux. As medidas refletem o aumento da tensão entre Brasília e Washington em meio a disputas políticas e comerciais.
*Reportagem produzida com auxílio de IA
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