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Governo Trump destinou US$ 1 milhão para projeto que contesta atuação do STF, diz jornal

Segundo o The Guardian, o valor foi para grupos da sociedade civil que consideram haver abuso de poder judicial e censura por parte do Supremo Tribunal Federal

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Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump JIM WATSON / AFP

O governo Donald Trump destinou cerca de US$ 1 milhão (o equivalente a R$ 5,3 milhões na cotação atual) para financiar um projeto de organizações da sociedade civil que contestam a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações foram divulgadas na quarta-feira (30) pelo jornal britânico The Guardian.

Denominado de Combating Weaponized Litigation and Censorship in Brazil (“Combate à Litigância Instrumentalizada e à Censura no Brasil”), o projeto tem como objetivo apoiar grupos que se opõem ao abuso do poder judicial e censura por parte da Corte.

“Uma verba de US$ 1 milhão intitulada ‘Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil’ financiaria grupos da sociedade civil que se opõem ao que consideram abuso de poder judicial e censura por parte do Supremo Tribunal Federal”The Guardian

O jornal britânico ainda lembra da sanção que o governo Trump impôs ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que chegou a perder o visto no ano passado. A reportagem cita que a medida foi tomada após pressão de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O governo Trump sancionou o ministro Alexandre de Moraes no ano passado, após pressão de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente”, finaliza o jornal.

O valor de US$ 1 milhão faz parte do Fundo de Direitos Humanos e Democracia, programa de responsabilidade do Departamento de Estado, cujo objetivo é apoiar causas conservadoras pelo mundo. A quantia total deste projeto, de acordo com o The Guardian, é de US$ 176,9 milhões para mais de 40 concessões.

Carta a Rubio

A liberação da verba ocorre em meio à proximidade das eleições brasileiras, que acontecem neste domingo (4), e de cobranças para o governo de Trump para reconhecer o resultado das votações, independentemente do resultado.

Três senadores democratas enviaram na segunda-feira (28) uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, pedindo compromisso público de que os EUA reconhecerão o resultado das urnas, independentemente de quem for eleito.

Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch também questionaram como o Departamento de Estado pretende atuar na proteção do processo eleitoral brasileiro e quais medidas de cooperação estão sendo adotadas com países da região para acompanhar as eleições e os processos judiciais.

Na carta, os senadores afirmam ter preocupação com ações recentes do governo Trump que, segundo eles, podem representar interferência nos assuntos internos do Brasil. Para os parlamentares, essas iniciativas podem afetar a estabilidade política e institucional do país.

Entre os episódios citados está a nomeação de Darren Beattie como assessor sênior do Departamento de Estado para assuntos relacionados ao Brasil. Os democratas questionam a escolha devido às posições públicas de Beattie sobre o governo brasileiro e as instituições do país.

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