Governos sul-americanos pedem reunião de emergência da OEA após invasão do Congresso
A invasão de manifestantes, que rejeitam o resultado das eleições presidenciais e querem a saída de Luis Inácio Lula da Silva, no Congresso Nacional, em Brasília, tem causado comoção em países sul-americanos aliados do presidente Lula. Gustavo Petro, presidente da Colômbia, pediu uma reunião de emergência da OEA (Organização dos Estados Americanos). “Toda minha solidariedade a Lula e ao povo do Brasil. O fascismo decide atacar. Os direitos não têm conseguido manter o pacto de não-violência. É hora urgente da reunião da OEA se ela quiser continuar vivendo como instituição e aplicar a carta democrática”, escreveu o político nas redes sociais. “Propusemos fortalecer o sistema interamericano de direitos humanos aplicando as normas vigentes e ampliando a carta aos direitos da mulher, ambientais e coletivos, mas a resposta são golpes parlamentares ou golpes violentos da extrema-direita”, completou. O presidente do Chile, Gabriel Boric, também se manifestou contra as manifestações. “Ataque inapresentável aos três poderes do Estado brasileiro pelos bolsonaristas. O governo brasileiro tem todo o nosso apoio diante desse covarde e vil ataque à democracia”, disse. A Embaixada dos EUA no Brasil emitiu um alerta para que os norte-americanos evitem a área da Praça dos Três Poderes por “protesto antidemocrático violento”.
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