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Hamas e Palestina criticam veto dos EUA na ONU

Decisão foi considerada como um obstáculo para a participação total dos palestinos no cenário internacional

ia samy

O grupo islâmico Hamas, em guerra com Israel desde o dia 7 de outubro, e a autoridade Palestina, criticaram a o veto dos Estados Unidos que impediram o ingresso da Palestina como estado de pleno direito na ONU (Organização das Nações Unidas). Em comunicado, o Hamas condenou a ação americana no Conselho de Segurança, afirmando que o povo palestino continuará lutando pela criação de um Estado independente e soberano, com Jerusalém como capital. O Hamas condena o veto americano no Conselho de Segurança ao projeto de resolução que concederia à Palestina a adesão plena às Nações Unidas e assegura ao mundo que nosso povo continuará sua luta até o estabelecimento […] de um Estado palestino independente e plenamente soberano, com Jerusalém como capital”, disse o grupo.

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O grupo, que está em conflito com Israel, reafirmou seu compromisso com a busca pela autonomia palestina. A Autoridade Palestina também expressou seu descontentamento com a decisão norte-americana. A crítica foi feita em Ramallah, nos Territórios Palestinos. A decisão foi considerada como um obstáculo para a participação total dos palestinos no cenário internacional. “Esta política americana agressiva para a Palestina, seu povo e seus direitos legítimos representa uma agressão flagrante ao direito internacional e uma incitação para que continue a guerra genocida contra nosso povo […] que levam à região ainda mais para a beira do abismo”, declarou o gabinete do presidente Mahmud Abbas em comunicado.

Este veto “revela as contradições da política americana que pretende, de uma parte, apoiar a solução de dois Estados (uma Palestina independente do lado de Israel), mas da outra, impede a aplicação desta solução” na ONU, acrescenta o texto. “O mundo está unido pelos valores da verdade, da justiça, da liberdade e da paz que representam a causa palestina”, destacou a Autoridade Palestina, que exerce competências limitadas na Cisjordânia ocupada. O projeto de resolução, apresentado pela Argélia, “recomenda à Assembleia Geral que o Estado da Palestina seja admitido como membro das Nações Unidas” e obteve, nesta quinta-feira, 12 votos a favor, um contra e duas abstenções.

*Com informações da AFP

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