Homem é condenado a 14 meses de prisão por espionar os EUA a pedido da China
O singapuriano Jun Wei Yeo, também conhecido como Dickson Yeo, que confessou ainda no mês de julho trabalhar como um agente infiltrado do governo da China nos Estados Unidos, foi condenado nesta sexta-feira (9) a 14 meses de prisão por espionar o país norte-americano. A sentença do homem de 39 anos foi dada no tribunal E. Barrett Prettyman, em Washington D.C.
A princípio, a condenação sugerida pelos Estados Unidos ao espião seria de 30 meses, mas como ele cooperou com o país norte-americano e chegou a confessar ter sido abordado pela China para trabalhar como agente disfarçado após a apresentação da própria tese de doutorado, ele teve a pena reduzida. “Depois de ser preso, Yeo continuou a encontrar agentes dos Estados Unidos e a responder às perguntas deles”, explicou o memorando da corte.
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Jun Wei Yeo foi abordado por agentes do Departamento Federal de Investigação dos EUA (FBI) no fim do ano de 2019 quando embarcava em um voo. A princípio, ele foi reticente em cooperar com os policiais, mas logo confessou que trabalhava como agente disfarçado para a China. Meses depois, diante da corte, ele confessou a espionagem. Por meio do LinkedIn, ele fez contatos com funcionários que faziam “consultorias” para o governo norte-americano a custo de cerca de US$ 2 mil (equivalente a R$ 11 mil). Esses documentos eram eram enviados à China.
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Eliseu Caetano
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