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Irã executou mais de 840 pessoas desde o início do ano, denuncia ONU

Porta-voz do escritório de direitos humanos das Nações Unidas, Ravina Shamdasani, adverte que a 'situação real' pode ser 'pior, dada a falta de transparência' da República Islâmica

Victor Trovão

Ravina Shamdasani, OHCHR briefs the press on LGBT decision in India, Palais des Nations. 7 September 2018. Photo by Violaine Martin
Ravina Shamdasani, OHCHR briefs the press on LGBT decision in India, Palais des Nations. 7 September 2018. Photo by Violaine Martin Violaine Martin

Mais de 800 pessoas foram executadas no Irã desde o início do ano, informou nesta sexta-feira (29) a ONU, que denunciou o uso da pena capital como “ferramenta de intimidação por parte do Estado”. O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas afirmou ter observado “um aumento significativo no número de execuções durante o primeiro semestre de 2025”. “As autoridades iranianas executaram pelo menos 841 pessoas do início do ano até 28 de agosto de 2025”, declarou a porta-voz do organismo da ONU, Ravina Shamdasani. Ela advertiu que “a situação real” pode ser “pior, dada a falta de transparência” da República Islâmica.

Somente em julho, destacou a porta-voz do Escritório de Direitos Humanos, o Irã executou pelo menos 110 indivíduos, ou seja, o dobro do número registrado em julho de 2024.”O número elevado de execuções denota um padrão sistemático de uso da pena de morte como ferramenta de intimidação por parte do Estado”, disse a porta-voz.Shamdasani lamentou em particular o recurso a execuções públicas no Irã e afirmou ter documentado sete casos do tipo desde o início do ano, o que descreveu como “uma afronta à dignidade humana”.

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A porta-voz acrescentou que, no momento, 11 pessoas estão próximas de uma execução iminente, incluindo seis acusados de rebelião armada por, supostamente, serem integrantes do grupo exilado opositor Mujahedines do Povo do Irã.

Uma ativista exibe um cartaz com as palavras "Parem a execução e a tortura", durante uma manifestação em apoio aos manifestantes no Irã, em frente ao Portão de Brandemburgo iluminado com as palavras "Mulher, Vida, Liberdade" em vários idiomas, incluindo curdo e persa, em Berlim, em 13 de dezembro de 2022. (Foto de John MACDOUGALL / AFP)

Cartaz escrito “Parem a execução e a tortura”, durante uma manifestação em Berlim

*Com informações da AFP

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